[CRÍTICA] Homem-Aranha: Longe de Casa é o final perfeito da Fase 3 do MCU!

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Homem-Aranha: Longe de Casa chega aos cinemas com menos de 3 meses de diferença após a devastação e emoções de Vingadores: Ultimato. A proximidade entre os dois filmes, não é somente por questões de mercado, ou de hype, mas também para reforçar um dos principais elementos do filme: a morte de Tony Stark. A despedida do herói que iniciou o MCU ainda é sentida tanto por nós, os fãs, quanto por todos os personagens desse universo cinematográfico. A dor é recente, e ter essa conexão entre o público e os personagens em tela, é o principal motivo da relevância e necessidade desse filme. Afinal, se superar o Ultimato é uma tarefa difícil, por que não continuar trabalhando em tudo que o filme deixou em aberto?!

 

ESSA CRÍTICA POSSUI ALGUNS SPOILERS DO FILME! SIGA POR SUA CONTA E RISCO!

 

Não só sobre o luto de Peter Parker após perder o seu principal mentor, o roteiro aproveita os estalos de Thanos e do Hulk para aprofundar o emocional de cada personagem, ao mesmo tempo em que nos dá um panorama ainda maior sobre como as pessoas estão lidando com o fato de terem ressuscitado 5 anos depois, em conflito com as pessoas que viveram esses anos tendo que superar suas perdas. Isso abre um certo existencialismo que reflete nos alunos da escola de Peter, e um valor mais profundo à vida é sentido, não é à toa, a turma toda embarca numa viagem para a Europa (Um pequeno brinde após passar 5 anos no limbo). À medida em que as ameaças externas interferem na viagem, podemos ver como cada um se desdobra emocionalmente, o que rende até um curioso vislumbre de como as pessoas podem ter se tornado mais empáticas e mais unidas após esse vai-e-volta de estalos.

 

Essa é a última coisa que você esperaria ler nos primeiros parágrafos dessa análise, mas já representa bem o porque desse filme ser o encerramento da Fase 3 do MCU. Ultimato é como o penúltimo episódio de uma série, onde se encerram as reviravoltas, e Longe de Casa é o episódio final que fecha as pontas soltas e te dá o panorama geral de como todo o mundo presenciou tais eventos. Para agregar ainda mais esse senso de nostalgia e manter tudo conectado, o filme traz de volta inesperados elementos de muitos anos atrás, incluindo o primeiro Homem de Ferro, seguindo ao extremo a “fórmula Marvel” de dar continuidade ao máximo possível de eventos e personagens que você achava que nunca mais veria, ou nem se lembrava mais.

 

 

Servindo como uma cena pós-créditos do Universo Marvel pós-Ultimato, Longe de Casa funciona por, ao mesmo tempo, conseguir ser simples, e ter uma irreverente essência juvenil. Nesse sentido, o filme está muito mais ancorado à Homem-Aranha: De Volta ao Lar, do que ao Ultimato. Enquanto há monstros gigantescos, traições e ilusões, o maior desafio para o herói, é de conquistar a pessoa que ama, ao mesmo tempo que precisa assumir a responsabilidade por seus atos. O amadurecimento do Peter Parker de Tom Holland é uma excelente contribuição para o cânones dos filmes do herói, por manter um diálogo bem aberto com a principal essência do Aranha, que são os problemas que qualquer jovem enfrenta ao ir ficando mais velho e tendo que se virar por si.

 

A evolução de Peter é tão atenciosa, que justifica o motivo de termos visto um Aranha dependente e apegado ao Stark, ou um Aranha que ainda não apresenta a mesma magnitude de todos seus poderes nas HQs. Estamos presenciando aqui um trabalho cuidadoso que não tem pressa alguma de ir apresentando elementos clássicos aos poucos, e Longe de Casa transforma a descoberta, e aperfeiçoamento, de um certo poder do Aranha em um momento que não seria tão impactante se ele já tivesse esses poderes dominados com perfeição desde o dia em que fora picado pela aranha radioativa. Sim, eu tô falando do Sentido Aranha! E sim, você já pode riscar isso também da sua lista de argumentos anti-Tom Holland!

 

 

O lado adolescente do filme rende também uma das coisas que mais funciona, e é simplesmente tudo que envolve a MJ de Zendaya. Seja o arco pessoal da personagem em si, que começa a se abrir mais em relação a si própria, e com seus amigos, e também todo o romance vivido por ela e Peter. A química entre Tom e Zendaya é algo sentido fora das telas, e é por isso que eles formam um dos casais mais honestos e bonitos de se acompanhar do MCU. Essa relação de Peter e MJ, por se utilizar da abordagem mais “boba” de um romance adolescente, é o que dá vantagem para a dupla se diferenciar do Peter e Mary Jane da trilogia de Sam Raimi, ou Peter e Gwen de Andrew Garfield e Emma Stone. Essa nova abordagem de par romântico para Peter, valoriza tanto o casal, quanto a personagem feminina em si. Não é à toa, Zendaya aproveita a oportunidade, e se sai como uma das melhores coisas de todo o filme.

 

Esse foco num filme adolescente de viagem, acaba desfalcando algumas coisas, e prejudicado disso, sai o maravilhoso Mystério de Jake Gyllenhaal. O principal problema do Mystério é o tempo maior que poderiam ter dado para desenvolver o suposto heroísmo do personagem, e convencer bem mais o público se sua simpatia. Não há muito tempo para realmente confiar ou simpatizar com os papos do cara, e por mais óbvio que seja, isso diminui a graça que é ver a atuação de Jake indo de pai, para padastro vilanesco caricato. Uma das características do ator é a forma com que ele transita entre a comédia e a seriedade, por isso, de qualquer forma, não haveria ninguém melhor do que ele para o papel. Em defesa do filme, talvez a simpatia do cara seja tão grande que realmente merecesse muito mais tempo do Mystério bonzinho, mas as atuações, e o roteiro, estão sempre jogando nas nossas caras umas dicas de todas as reviravoltas. A atuação exageradamente heróica de Jake nas primeiras cenas de luta contra os elementais, realmente é de alguém fingindo ser um herói, e usando frases clichês do gênero, então…

 

 

Por mais que seja apressada a reviravolta com o vilão, o capricho visual que deram nele, resulta em uma alegria imediata toda vez que o vemos em tela. E o capricho também vale para a execução de seus poderes. As sequências das ilusões psicodélicas que o Mystério coloca em Peter, se prolongam de um jeito que te confundem, fazendo até duvidar se o que você está vendo em tal momento, é real ou não. A direção de Jon Watts, nesses momentos, se sobressai pela liberdade de brincar com a perspectiva de quem está assistindo, e dando um presente enorme para os fãs que se encantavam com todas as doideiras que o Mystério trazia tanto nas HQs, quanto nos jogos. Se o visual de cabeça de aquário é esquisito ou exagerado, era obrigatório que seguissem fieis a essa essência, também em seus jogos mentais, o que expande ainda mais o potencial de vilões e desafios para o Homem-Aranha nos próximos filmes, com a esperança de serem cada vez mais diferentes do que vimos em todos os outros filmes.

 

O diretor Jon Watts retoma a direção com todas as qualidades do primeiro filme, mas com um capricho maior nas cenas de ação, assim se redimindo do seu principal ponto negativo em 2017. É extremamente positivo ver uma sequência tão fiel ao original, mas que também saiba evoluir e explorar caminhos novos. Se já foi um choque ver a Tia May descobrindo o segredo de Peter, aqui, temos um desapego ainda maior às antigas tradições do herói, o colocando diante de situações que nunca vimos, e nem imaginaríamos, em todos esses anos de HQs, desenhos, jogos e filmes. Sim, o Homem-Aranha termina Longe de Casa, com a energia para protagonizar mais 10 anos de histórias, e liderar os novos caminhos da Fase 4 do MCU!

 

NOTA: 4,5/5 

 

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