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X-Men: O Filme foi a primeira grande adaptação dos mutantes da Marvel para as telonas, e o início de uma série de continuações, prelúdios e spin-offs com mais de 10 filmes de sucesso pela antiga Fox. O filme foi lançado no ano 2000, e foi um dos grandes pioneiros e responsáveis pelo sucesso do gênero de super-heróis nesse século.

Partindo da adaptação ousada e um tom mais sério, dando aos X-Men uniformes padronizados e menos cartunescos, algo necessário para tirar a imagem na época de que filmes de super-heróis eram algo infantil, além de tentar encontrar uma estética que funcionasse melhor em tela visualmente. É algo que não é mais uma questão hoje em dia, mas pavimentou o caminho para obras tal como a trilogia do Batman de Christopher Nolan.

Várias tentativas de uma adaptação dos X-Men nas telonas ocorreram ao longo dos anos 80, até que a Fox comprasse os direitos de cinema da equipe em 1994. Pouco depois, em 1996, o diretor Bryan Singer foi confirmado como diretor dessa ousada tentativa, após seu sucesso arrasador com Os Suspeitos. Mas as coisas não iam bem na hora de criar o roteiro.

Até que Chris Claremont, um dos maiores escritores dos X-Men na história das HQs, e co-criador de muitos mutantes e sagas famosas como Saga da Fênix e Dias de um Futuro Esquecido, escreveu 4 páginas para a Fox, explicando o conceito bruto dos X-Men, a importância de seus temas e o que os diferenciava dos outros super-heróis. Assim, Singer e o produtor Tom DeSanto enfim deram forma ao roteiro e a base do filme que conhecemos.

Na finalização dessa etapa, eles trouxeram os roteiristas Christopher McQuarrie (diretor dos últimos filmes da franquia Missão: Impossível) e David Hayter (devido ao seu conhecimento em HQs). No fim, McQuarrie retirou seu nome dos créditos pelo roteiro, que ficou creditado apenas ao Hayter. Por questões orçamentárias, o Fera, Noturno, Pyro e a Sala de Perigo foram removidos do filme, para diminuir os custos de produção.

A escalação do elenco foi bem extensa, e traz uma história bem interessante, já que muitos atores mais famosos estiveram na mira de Singer para o papel do Wolverine, incluindo Russell Crowe. O ator Dougray Scott foi escalado como Wolverine, mas acabou abandonando o projeto devido a conflitos com Missão: Impossível 2 e um acidente de moto. Faltando 3 semanas para as filmagens, Hugh Jackman finalmente foi escolhido como o substituto.

O novato ator foi uma escolha ousada, mas o resto é história: Jackman teve nessa oportunidade não apenas de fazer história como um dos atores mais talentosos de sua geração, como ficou eternizado no coração dos fãs interpretando o Wolverine por quase 20 anos. Além de Jackman, temos um dos melhores elencos da história, com Sir Ian McKellen, Patrick Stewart, Halle Berry, Anna Paquin, Famke Janssen e James Marsden.

A produção ganhou momentos dramáticos na hora das filmagens, com um comportamento polêmico por parte de Singer, que só foram ser expostos e relatados anos depois. Com o diretor abusando de remédios, comportamento explosivo e acusação de oferecer papeis a jovens atores em troca de sexo. Kevin Feige, agora presidente da Marvel Studios, foi encarregado de vigiar Singer durante as filmagens, evitando que o diretor causasse mais problemas.

Apesar de desde então já terem críticas sobre o protagonismo desbalanceado do Wolverine em vez dos outros X-Men, o filme foi bem avaliado pela crítica – e pelos fãs. Arrecadou 296 milhões de dólares na bilheteria mundial, sendo a 8ª maior bilheteria do ano. E graças a esse filme, temos o grande fenômeno cultural dos filmes de super-heróis. O filme está disponível aqui no Brasil através do Disney+!