Wolverine: 5 coisas que o jogo PRECISA para ser INCRÍVEL

Lista com 5 aspectos essenciais que o jogo do Wolverine precisa para ser lendário.

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O jogo mais aguardado do ano está prestes a chegar, e a expectativa é gigantesca. Marvel’s Wolverine não é apenas mais um título da Insomniac Games ; é a chance de consolidar o estúdio como a casa definitiva dos heróis da Marvel nos videogames. Depois de dois jogos aclamados do Homem-Aranha, a desenvolvedora tem a oportunidade de mostrar que sua competência vai além do teioso.

Com um protagonista tão icônico e uma classificação etária que promete sangue e violência sem filtros, o que o jogo precisa para ser não apenas bom, mas lendário?

Separei cinco aspectos essenciais que, na minha visão, vão definir se Wolverine vai entrar para a história ou ficar apenas na promessa.

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1/5 – Uma boa história

O primeiro jogo do Homem-Aranha pela Insomniac é possivelmente o melhor filme do personagem já feito. O estúdio tem talento e grandes roteiristas na sua equipe.

Sendo assim, especialmente devido à ausência do personagem na mídia em histórias solo (não estou contando com Deadpool 3), é essencial que esse jogo tenha uma ótima história que possa o colocar como referência quando se falar em adaptações do Wolverine, assim como o primeiro jogo do Homem-Aranha se tornou um pilar do herói nos games.

O jogo terá classificação adulta, com muita sanguinolência e desmembramento nos trailers.

Por isso, o roteiro precisa unir esse aspecto do personagem a uma narrativa cativante. Ela não pode ser sangrenta apenas pelo apelo visual.

O jogo não pode ter medo de tratar de temas profundos, delicados e sensíveis, de deixar o jogador desconfortável com alguns dos assuntos abordados, e deve usar a questão social dos mutantes para provocar reflexão e questionamentos, talvez até atirando os jogadores em crises existenciais.

Uma experiência que muitos de nós certamente não esperam ao entrar no jogo.

2/5 – Sem mundo aberto, bairros abertos

Uma das coisas que o jogo do Wolverine provavelmente não terá é um mundo aberto, e isso se deve a algumas razões, sendo duas delas:

  1. O jogo deve se passar em múltiplas localidades como Madripoor, Japão, Nova York, Canadá e etc.
  2. Wolverine não é um personagem de alta mobilidade como o Homem-Aranha ou o Batman. Ainda que ele tivesse uma moto, a gameplay de travessia seria entediante com o passar do tempo.

    Ele até corre bem rápido (porque faz parte do Starter Pack de super-heróis), mas não como o Homem-Aranha, onde 50% da satisfação do jogo vem do balançar de teias ser tão fluido.

Sendo assim, o jogo pode seguir uma linha similar a God of War (2018), que possui diversas áreas abertas e exploráveis, mas não um grande mundo interconectado.

Assim, podemos transitar através de viagem rápida por todas essas locações e explorar ambientes distintos, cada um com inimigos variados, quebra-cabeças regionais, colecionáveis relacionados à história e side-quests.

Com mais locais distintos, a equipe de desenvolvedores tem mais oportunidade de expressar direções de arte diferentes, mantendo uma coesão visual, mas com cada ambiente sendo único – especialmente sabendo que o Wolverine vai para o Japão.

Poder apreciar a beleza e opulência da ambientação japonesa, com luzes de neon e mapas mais verticalizados, certamente vai ajudar a tornar a experiência menos repetitiva e mais interessante.

3/5 – Grande variedade de chefes

Fazendo parte dos X-Men ou em aventuras solo, o Wolverine tem uma variedade gigantesca de inimigos.

Seria bem interessante ver esses personagens como chefes, cada um com um jeito único de ser derrotado, com variações suficientes para que o jogador não sinta que está enfrentando o mesmo inimigo com um modelo 3D diferente.

Assim, podemos ter chefes principais e mini-chefes.

Não vou listar os inimigos aqui porque isso renderia um texto à parte – fica para uma lista futura – mas esse é um aspecto fundamental.

4/5 – X-Men

Bem… É uma história do Wolverine nos tempos modernos, não sua origem na Era Vitoriana nem nada assim.

Portanto, não ter os X-Men como parte da história seria loucura, visto que um dos personagens principais por ajudar o Wolverine a se controlar é o Professor Xavier.

Além disso, seria interessante e essencial ver personagens como Jean GreyColossus e Noturno – que entraram para a segunda formação dos X-Men (menos a Jean) por volta da mesma época.

Eles poderiam não só fazer parte da história, mas também ajudar o Logan na gameplay através de upgrades, sidequests e interações.

5/5 – Profundidade de gameplay

Embora os jogos do Homem-Aranha, desenvolvidos pelo mesmo estúdio, sejam maravilhosos, uma coisa que peca um pouco é a simplicidade do combate.

Bate, esquiva, bate, parry e assim vai… O sistema é satisfatório, mas simples demais.

Com Wolverine, sendo este o quarto jogo do estúdio em parceria com a Marvel, seria fundamental que eles se dedicassem à profundidade de gameplay.

No personagem, podemos ter formas distintas de lutar: estilos de combate diferentes, movimentos mais rápidos e ágeis (que causam menos dano e funcionam bem contra ondas de inimigos), e movimentos pesados (que causam muito dano bruto a um ou poucos inimigos).

Outra questão que persiste desde o primeiro Homem-Aranha e pode ser corrigida agora é a árvore de habilidades.

Nos jogos anteriores, quando você desbloqueia todas as habilidades, é como se tivesse desbloqueado o básico do jogo.

A progressão é muito curta e não parece que o personagem do final do jogo é tão diferente e poderoso comparado ao início.

Por fim, é essencial termos uma grande variedade de inimigos – não apenas visual, mas mecânica.

Os inimigos precisam de abordagens diferentes. Devem forçar o jogador a pensar e se esforçar. Nada pode ser facilitado simplesmente por ser o Wolverine.

Se você tem uma grande variedade de habilidades, técnicas e gadgets de um lado, e do outro uma grande variedade de inimigos que requerem abordagens distintas, o que precisa fazer é integrá-los de forma que o jogador seja estimulado – e até forçado – a adotar estratégias diferentes de simplesmente bater e esquivar.

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Tudo escolhido a dedo por mim, Victor Palácio, pensando justamente em quem quer entrar de vez nesse universo dos jogos que vai se expandir cada vez mais.

E aí, quais desses pontos você considera essencial para o jogo do Wolverine ser lendário? Conta pra gente nos comentários e continue acompanhando o Legado da Marvel para mais novidades.

Victor Palácio
Sou designer, editor, game designer e escritor movido por curiosidade, humor e caos criativamente organizado. Gosto de dar vida a ideias, criar mundos, contar histórias, me aprofundar nos tópicos mais improváveis e transformar qualquer projeto em algo que tenha alma. Trabalho com seriedade, mas sempre deixo espaço para experimentação e autenticidade.
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