Wolverine: Ausência dos X-Men e uniformes geram hate – saiba mais

Comunidade reage com hate à ausência dos X-Men e ao visual de Jean Grey

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O que acontece quando não há uma mansão, nem uniformes amarelos, nem um professor para guiar os filhos do átomo? O novo jogo da Insomniac responde: sobra apenas a sobrevivência. E Wolverine, acostumado a ser o lobo solitário, pode ser a única esperança de um grupo que nunca aprendeu a lutar junto.

O trailer de gameplay de Marvel’s Wolverine não entregou apenas porradaria.

Dessa forma, ele desenhou um mundo onde os mutantes não são uma equipe, são refugiados. E isso, confesso, me trouxe sentimentos mistos. Mas nas redes sociais, o sentimento foi menos “misto” e muito mais raivoso.

1/3 – O furor da comunidade

Após a divulgação do gameplay e algumas entrevistas, parte dos fãs entrou em estado de alerta.

A princípio, as reclamações se espalharam: ausência dos X-Men como equipe, uniformes “táticos” demais, a Jean Grey com um sobretudo preto genérico…

A Insomniac passou a ser acusada de “descaracterizar” os mutantes. Em alguns cantos da internet, o hate já é prático.

A princípio, eu entendo, em partes, a frustração. Ademais, sou do tipo de fã que adora o período da adolescência sendo explorado: o ambiente escolar, os problemas estudantis, a dinâmica de jovens aprendendo a controlar seus poderes.

Eu adoraria ver um jogo dos X-Men em um ambiente similar aos jogos Persona, da Atlus.

E sim, a Jean com sobretudo preto me incomoda, cadê o amarelo e o azul ou a roupa verde de Fênix? Cadê a máscara?

Dentes de Sabre, Mística, Omega Red e o próprio Wolverine estão ótimos. Mas a Jean perdeu a identidade visual de super-heroína. E eu gosto de ver super-herói usando roupa de super-herói.

2/3 – O que o trailer mostrou (e o que não mostrou)

Além do próprio Wolverine, o trailer destaca Jean Grey como figura central nos diálogos.

Também vemos membros da Equipe X e os Saqueadores, milícia cibernética. O grande vilão de fundo é Bolivar Trask.

No entanto, o que não vemos? Ciclope, Vampira, Fera, Tempestade. Nenhuma formação clássica dos X-Men.

3/3 – Por que ainda é cedo para odiar (ou amar)

Contudo, a gente não pode e nem deve tirar conclusões precipitadas.

Esse é um mundo diferente, com uma proposta diferente. Inclusive, o próprio Homem-Aranha desse universo não se propõe a ser uma adaptação 1:1 dos quadrinhos.

Afinal, viemos de jogos onde Peter Parker era estagiário do cara que viria a ser o Doutor Octopus – inédito, novo, mas não é ruim.

Não é obrigação, nem proposta da Insomniac, adaptar 1:1 o universo clássico.

Eles têm e devem aproveitar de sua liberdade criativa. Particularmente, estou muito curioso para ver como vão adaptar os mutantes.

Ainda dá pra inserir os X-Men sem ter infância, ainda dá pra trocar o traje da Jean Grey, diversas coisas ainda são possíveis. Portanto, não priemos cânico (ainda).

A base parece sólida e esse ódio prematuro pode matar uma experiência que, no final, pode surpreender.

Aliás, se você ainda não aproveitou os excelentes jogos da Marvel no PlayStation, fica a pergunta: tá esperando o quê?

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Tudo escolhido a dedo por mim, Victor Palacio, pensando justamente em quem quer entrar de vez nesse universo dos jogos que vai se expandir cada vez mais.

E aí, você também sente falta dos X-Men clássicos ou topa essa nova roupagem da Insomniac? Conta pra gente nos comentários e continue acompanhando o Legado da Marvel para mais novidades.

Victor Palácio
Sou designer, editor, game designer e escritor movido por curiosidade, humor e caos criativamente organizado. Gosto de dar vida a ideias, criar mundos, contar histórias, me aprofundar nos tópicos mais improváveis e transformar qualquer projeto em algo que tenha alma. Trabalho com seriedade, mas sempre deixo espaço para experimentação e autenticidade.
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