Cinco anos de Vingadores: sucesso, influência e universos compartilhados

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Pode não parecer, mas já faz 5 anos desde Vingadores foi lançado. Isso mesmo, a Terra já deu cinco voltas em torno do Sol desde que Homem de Ferro, Capitão América, Thor e companhia se encontraram pela primeira vez numa tela de cinema (quer dizer, isso se você não for o tipo de pessoa que acredita que a Terra é plana, nesse caso… bem, volte para a escola). E mais do que um simples blockbuster ou um mero filme de super-heróis, Vingadores foi um marco para a indústria cinematográfica, só que antes de falarmos do impacto do longa em Hollywood e nos outros estúdios, vamos falar do projeto desde o começo. Mas é desde o começo mesmo.

 

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O início de tudo foi em 2008, com o lançamento de Homem de Ferro, filme protagonizado por Robert Downey Jr., que na época tinha a fama de problemático devido aos seus envolvimentos com drogas no passado e não era nem o astro de cachê milionário que é hoje. A direção estava a cargo de Jon Favreau, que já tinha trabalhado na função em filmes como Zathura e Um Duende em Nova York, mas era mais famoso por ter participado de Friends como um dos namorados da Monica.

 

Apesar de tudo isso, o filme foi um sucesso, fez mais de 500 milhões de dólares mundialmente e foi bem aceito pela crítica e pelo público. Tava tudo lá. História de origem, AC/DC, ação, explosões, reator arc, armaduras, Pepper Potts, James Rhodes, mais ação, mais explosões, voos de teste, o vilão numa armadura ainda, uma luta épica, uma explosão ainda maior, eu sou o Homem de Ferro, começa a tocar Iron Man do Black Sabbath, sobem os créditos. Ufa! Mas não acaba por aí, quem ficou dando uns amassos no final da sessão pôde conferir algo mais: Samuel L. Jackson (careca e de tapa olho) dizendo para o personagem de Robert Downey Jr. que ele fazia parte de algo muito maior e mencionando uma certa Iniciativa Vingadores.

 

Se hoje lhe parece comum ficar plantado na poltrona do cinema esperando por uma última cena do filme que você acabou de ver, naquela época era algo impensável. O que, ficar vendo aquele monte de letrinha subir só pra ver algo que não deve durar nem 30 segundos? Claro, as cenas pós-créditos já haviam sido usadas, Curtindo a Vida Adoidado talvez seja o exemplo mais famoso (até porque a cena em questão foi parodiada no pós-créditos de Deadpool). E é aí que está a primeira grande influência da Marvel nas produções hollywoodianas. O número de longas que passaram a usar tal recurso aumentou absurdamente, fãs anseiam por um último contato com os personagens ou um indício do que vem nos próximos filmes antes das luzes da sala se acenderem.

 

 

Dito isso, voltemos para a Iniciativa Vingadores. Só podia ser uma piada dos produtores, onde já se viu os Vingadores terem um filme para chamar de seu sendo que nem a Liga da Justiça tinha um? Não era possível… Mas aí veio o filme do Hulk e o Tony Stark aparecia na cena pós-créditos. Aí veio Homem de Ferro 2, que contava com a participação de uma certa Natasha Romanoff e com a aparição Mjölnir na cena pós-créditos. Aí veio o filme do Thor e o Agente Coulson também tava lá, além do Gavião Arqueiro fazendo uma pontinha. Aí veio o filme do Capitão América (“O que? O Tocha Humana como Steve Rogers? Essa Marvel tá louca, isso nunca vai dar certo”) com o pai do Tony Stark tava lá dando uma mão pro Capitão e o Caveira Vermelha usava o poder de um certo Cubo Cósmico.

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Aí chegou 2012 e Vingadores estava prestes a estrear. Apesar de 5 filmes terem preparado o terreno para o filme, ninguém sabia ao certo o que esperar do longa. Tinha quem achasse o filme ia ser um fracasso, que todo aquele planejamento acabaria se provando ineficaz, até porque Thor, Homem de Ferro, Viúva, Negra, Capitão América e Gavião Arqueiro estavam longe de serem personagens conhecidos do grande público. O mais famoso do grupo era certamente o Hulk, e os direitos dele nem estavam com a Marvel. Enfim, não tem motivo pra fazer suspense, todo mundo sabe o final dessa história: Vingadores foi um sucesso de público e crítica. O fracasso passou longe, com a produção arrecadando mais de 1,5 bilhão de dólares mundialmente, o que garantiu, na época, o 3° lugar entre as maiores bilheterias de todos os tempos. Não se falou em outra coisa naquele ano, os heróis mais poderosos da Terra eram assunto não apenas em fóruns de discussão nerd, mas também em conversas de bar e durante o cafézinho do trabalho.

 

Foi só depois do sucesso de Vingadores que os estúdios começaram a crescer o olho para esse tal de “universo compartilhado”. Fazer filmes que fosse interligados e derivados de outras produções não parecia uma ideia tão ruim assim. Todo mundo queria ter um universo cinematográfico para chamar de seu. Aqui e ali foram surgindo notícias sobre projetos de universos compartilhados na tela grande.

 

 

Um spin off de Transformers só com o Bumblebee? Manda aí. G.I. Joe dividindo a tela com Optimus Prime e companhia? Tá nos planos, é só esperar. Universo expandido de filme de terror? Invocação do Mal e derivados tão aí pra isso. Até a cultuada saga Star Wars se rendeu e começou a expandir sua história nas telonas (calma, eu não estou falando dos episódios VII, VIII e IX, e sim de Rogue One e do filme do Han Solo), algo que já existia só que apenas em livros, HQs e animações para TV. Sem falar em um tal diretor indiano que lançou recentemente uma continuação indireta de um filme que ele havia feito 17 anos atrás, falar mais do que isso seria spoiler. Também poderia ser citada uma certa Distinta Concorrência que lembrou que possui os direitos de adaptação de todos os seus personagens e decidiu fazer mais do que apenas filmes do Batman e do Superman, mas é melhor deixar pra lá.

 

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Se hoje The Rock e Jason Statham tem a oportunidade de estrelar um spin off de Velozes & Furiosos, foi porque lá atrás a Marvel teve a coragem de apostar alto e provar que formato tinha tudo para dar (e deu certo). Tá achando que é sacanagem minha? Procure a entrevista que o The Rock deu pro Jovem Nerd durante a divulgação de Velozes & Furiosos 8, que a ideia dos produtores para a franquia era construir um universo como o da Casa das ideias. Com Vingadores, a Marvel se tornou um exemplo a ser seguido. Você pode não gostar do filme, mas não pode negar o impacto e as mudanças que ele causou na cultura pop.

 

Como foi dito lá no primeiro parágrafo, o mundo dá voltas, e não apenas em torno do Sol, Quem diria que a empresa que havia vendido os direitos de adaptação de seus principais personagens para fugir da falência hoje estaria ditando as regras da indústria de blockbusters? Feliz aniversário, Vingadores. E valeu por acreditar nessa ideia, Marvel.

 

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