Como a tecnologia está criando um ‘MCU dos games’ – e o que isso significa para a Marvel
Neste artigo, nós explicamos como a tecnologia está criando um "MCU dos games", e o que isso significa para a Marvel.

A Marvel já dominou o cinema, a TV e o streaming. Agora, a batalha é outra: construir um universo de jogos que faça sentido, converse entre si e consiga acompanhar o nível de hype que a marca carrega. E, diferente da Fase 1 do MCU, aqui não dá pra montar tudo só na base da boa vontade criativa; tecnologia virou peça central dessa história.
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Do matchmaking de Marvel Rivals aos gráficos de nova geração do jogo do Wolverine, passando por infraestrutura online, engines e até plataformas de jogos casuais, o “lado tech” está moldando o jeito como a gente vive o universo Marvel com um controle na mão.
Do jogo isolado ao multiverso conectado
Por muito tempo, game da Marvel era um produto isolado: um Homem-Aranha aqui, um jogo de filme ali, zero diálogo entre eles. Agora a conversa é outra. A Insomniac, por exemplo, já deixou claro que o jogo do Wolverine faz parte do mesmo universo dos games do Spider-Man, o que abre espaço pra um verdadeiro “MCU dos games” em longo prazo.
Isso só funciona porque a tecnologia permite:
- reaproveitar assets, ferramentas e sistemas de jogo entre projetos
- manter uma base de dados compartilhada de lore, personagens e até vozes
- planejar a longo prazo patches, DLCs e crossovers in-game
É a mesma lógica dos filmes, mas em versão interativa: quanto mais conectadas as experiências, mais tempo o fã passa dentro daquele ecossistema.
Engines, performance e a pressão da nova geração
Outro ponto é o salto técnico. A expectativa em cima de qualquer jogo da Marvel hoje é absurda: o público quer algo com cara de blockbuster, cutscenes que parecem filme e gameplay suave em 60fps, tudo ao mesmo tempo.
Pra chegar nisso, entra em campo:
- uso pesado de engines modernas, com ray tracing, física avançada e animações mais naturais
- pipelines cada vez mais complexos, misturando captura de movimento, fotogrametria e ferramentas de IA
- otimização específica pra cada plataforma, do PC aos consoles de nova geração
Não é à toa que, ao mesmo tempo em que surgem projetos super ambiciosos, a própria Marvel já admitiu que errou a mão em alguns games e prometeu mudanças na forma como gerencia esse braço do negócio.
Produzir jogo de herói hoje não é só questão de licença: é engenharia pesada.
Marvel Rivals, Cosmic Invasion e o lado “serviço” da coisa
Se os filmes ainda chegam “prontos” ao cinema, uma parte dos games da Marvel vive em modo beta eterno. Marvel Rivals é um ótimo exemplo: um hero shooter competitivo que estreou com dezenas de personagens, mapas, modos e, desde então, cresce temporada após temporada.
No mesmo caminho, Cosmic Invasion aposta numa pegada cooperativa com vários heróis e foco em combos de duplas – e tudo isso precisa ser sustentável tecnicamente: servidores, atualizações constantes, correções de balanceamento e por aí vai.
Por trás da “diversão sem fim” tem sempre:
- infraestrutura de rede aguentando pico de jogadores
- sistemas anti-cheat e monitoramento em tempo real
- ferramentas internas pra equilibrar personagens e habilidades a cada patch
A tecnologia, nesse contexto, é o que mantém o jogo respirando depois do hype inicial.
O bastidor invisível: ferramentas, provedores e o lado B da indústria
Quando a gente pensa em jogo da Marvel, lembra do estúdio grande na capa: Insomniac, NetEase, Dotemu, e assim vai. Mas existe um lado B importante, formado por empresas que não aparecem na arte promocional e, mesmo assim, seguram boa parte da estrutura tecnológica.
São:
- ferramentas de analytics que monitoram comportamento de jogador
- soluções de pagamento e segurança de conta
- provedores de motor de jogo ou módulos específicos (física, som, rede)
- plataformas B2B que entregam jogos prontos ou semi-prontos pra outros operadores
Nesse universo mais “low profile” entram estúdios especializados em jogos casuais e infraestrutura de game online, como a TaDa plataforma, solução ligada à Tada Gaming. Em vez de criar o próximo AAA cinematográfico, a ideia ali é oferecer tecnologia e catálogo de títulos que podem ser integrados em sites e apps, muitas vezes usando elementos visuais que lembram quadrinhos, heróis e cultura pop.
É um ecossistema paralelo ao dos grandes lançamentos da Marvel, mas que mostra como a linguagem visual do universo de super-heróis já virou quase um padrão de mercado: mesmo quando não há licença oficial, a estética conversa com o que o público acostumou a ver em HQ, filme e série.
IA, automação e o futuro dos heróis digitais
Outro ponto inevitável é a chegada da inteligência artificial no processo. Não só na polêmica de usar IA em voz ou imagem, mas no dia a dia da produção:
- ferramentas que ajudam a testar milhares de combinações de balanceamento de personagens
- sistemas que geram variações de fases, missões e eventos dinâmicos
- algoritmos que analisam como os jogadores se comportam e sugerem ajustes de dificuldade ou conteúdo
Isso tudo pode ser usado tanto pro bem (jogos mais estáveis, bugs detectados mais cedo, conteúdos melhor direcionados) quanto pro mal (excesso de manipulação, sistemas de progressão pensados só pra engajar carteira). Como sempre, tecnologia em si é neutra; o que importa é a filosofia por trás.
Para a Marvel, o desafio é manter o DNA das histórias e personagens ao mesmo tempo em que abraça essas ferramentas. O fã aceita experimentação tecnológica – desde que não tenha a sensação de que o herói favorito virou apenas mais um ícone em um sistema genérico de monetização.
No fim, ainda é sobre boas histórias
Por mais que a conversa aqui tenha sido sobre engines, servidores, providers e plataformas, o ponto central continua o mesmo: sem boas histórias e personagens fortes, nenhuma tecnologia segura o jogador por muito tempo.
O que faz Spider-Man funcionar tão bem não é só a física da teia, mas o jeito como Peter e Miles são escritos. O que promete deixar o jogo do Wolverine gigante não é apenas a exclusividade de console, e sim a confiança de que ele pode carregar o peso dramático do personagem.
Tecnologia é o que permite que tudo isso exista na escala que a Marvel exige hoje. Mas é o lado humano – roteiristas, diretores, artistas, designers – que decide se o resultado final vai ser só mais um produto licenciado ou uma experiência que entra pra lista de “clássicos marvetes”.
Se o futuro é um multiverso de heróis em todas as telas, de blockbusters a jogos casuais em plataformas como a da Tada Gaming, o recado é simples: a gente topa qualquer quantidade de inovação, desde que, lá no fundo, ainda reconheça o coração da Marvel batendo por trás de cada pixel.