[CRÍTICA] Capitã Marvel não é perfeito… mas a Brie Larson SIM!

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Sendo o último filme da Marvel Studios antes da épica conclusão de Vingadores: Ultimato”, Capitã Marvel” atraiu pra si uma enorme variedade de expectativas e discussões pré-filme que não haviam acontecido com nenhum outro filme do estúdio.

 

Com a responsa de ser tratada como a esperança dos Vingadores na cena pós-créditos de “Guerra Infinita”, já começava ali a divisão entre as pessoas que estavam ansiosas para ver Carol Danvers em ação; as pessoas que não faziam ideia de quem era a personagem; e de pessoas que já não aceitavam o destaque que ela teria no futuro.

 

ESSA CRÍTICA CONTÉM SPOILERS PESADOS! SE NÃO VIU O FILME E QUER MANTER AS SURPRESAS, PARE POR AQUI!

 

A polêmica com o grupo de nerds preconceituosos incomodados com o fato de ser um filme protagonizado por uma super-heroína cresceu nos últimos meses antes ao lançamento do filme, e o marketing que não havia emplacado nenhum trailer realmente empolgante gerou um hype diferente pelo filme. Muitos não estavam animados, mas todo mundo queria saber se o filme valia toda a confusão e todas as longas discussões pela internet. Não só a polêmica, restava também os ganchos em abertos deixados pela cenas pós-créditos, com inúmeras perguntas sobre o paradeiro da Capitã Marvel ao longo de todos os anos de histórias do MCU, o pager de Fury, como essa nova heroína iria encontrar os Vingadores e etc, etc…

 

 

Depois de meses de teorias, é meio esquisito ver ao longo de Capitã Marvel o quanto todas essas perguntas são respondidas com a mais pura simplicidade e sem todo o impacto que muitos esperavam.  Às vezes o mistério é muito mais cativante que a descoberta da verdade, e por prometer ser o principal filme entre Guerra Infinita e Ultimato e com o jovem Nick Fury ser como um “Episódio 1” do MCU, havia a oportunidade de ser um verdadeiro filme-evento para os marvetes, o que não acabou acontecendo. Culpe o hype ou o padrão altíssimo da Fase 3 da Marvel, mas quando há o potencial de ser ÉPICO, ser apenas bom (mesmo que REALMENTE bom), sempre vai pesar mais no lado negativo da balança.

 

As resoluções de todas as pontas soltas e expectativas dos fãs acabam soando como fanservices forçados para não perder muito tempo do roteiro e simplesmente fazendo alguma coisa acontecer, como o Goose ser o motivo do Fury perder o olho, e não uma cena de ação intensa com algum Skrull ou Kree, ou Carol ser a inspiração para o nome da Iniciativa Vingadores. A frase “Sou fã, quero service” largou a DC e atingiu a Marvel, porém, a razão de Nick só chamar a Capitã após o estalo de dedos de Thanos é prática e funcional, por ter a Carol envolvida firmemente em resolver a guerra entre os Krees e Skrulls, e ela voltar pra Terra só depois do Fury morrer, vai dar um peso ainda mais dramático para a personagem, e para o tom de luto e perdas que teremos no Ultimato.

 

Capitã Marvel não consegue ser um filme de origem com a intensidade de personalidade que prometia, e se o filme mirava em Guardiões da Galáxia”, acabou acertando mais no primeiro “Thor”, por cometer os mesmos erros que os filmes da Fase 1 sofriam pela obrigação de preparar o terreno para o encontro dos Vingadores. Só que dessa vez, é a história pessoal de Carol Danvers que é afetada pela necessidade de te mostrar o tempo inteiro que Nick Fury, S.H.I.E.L.D. e o máximo possível de referências e conexões do universo estejam presentes. Mas diferente da Fase 1, esse desperdício é causado em Capitã Marvel não pelo roteiro, mas sim pela direção sem inspiração e autenticidade que a primeira heroína da Marvel líder de um filme merecia.

 

 

O filme é carregado nas costas pelo carisma e química do elenco. Todos os atores parecem estar se divertindo ali, então todos os diálogos e interação entre os personagens é fluído e torna a conspiração da identidade de Carol ainda mais interessante. Tudo isso cai por terra quando o diálogo para e a ação começa. A direção da dupla Ryan Fleck e Anna Boden é uma das mais fracas de toda a história da Marvel Studios.

 

Com exceção da perseguição no trem, todas as cenas de ação são mal coreografadas, mal editadas, e parecem ter sido feitas ou por quem não estava nem um pouco afim de gravar aquilo, ou quem não tinha nenhuma habilidade em lidar com filmes de alto orçamento. Pela filmografia da dupla de diretores, é mais provável que seja o peso da inexperiência, mas não há nenhum traço de estilo deles ali que destaque o filme como obra da visão de um diretor específico. Se Guardiões tem o humor absurdo de James Gunn, e “Thor: Ragnarok o deboche e capricho de Taika Waititi, não há nada ali na direção de Capitã que não seja absolutamente genérico.

 

A direção consegue sabotar o filme de forma que tira muito da emoção do momento mais importante na jornada de liberdade, busca de identidade e empoderamento de Carol Danvers. O ápice da transformação dos poderes da Capitã é filmado e editado como se fosse algo simples. A mina consegue destruir naves, segurar as mesmas naves com as mãos, mas ainda assim não é feito de forma que te convença que ela possa ser a melhor chance dos Vingadores na porradaria contra Thanos, mesmo você sabendo que ela é mais poderosa do que todos eles juntos.

 

Fãs da Marvel estão acostumados com cenas de ação fracas e descartáveis como “Thor: O Mundo Sombrio”, mas esse vacilo vir logo em Capitã Marvel é triste por só alimentar o ódio e machismo de gente que estava só procurando alguma desculpa para falar mal do filme. Os defeitos existem, mas quem diz abertamente que esse é o PIOR filme da Marvel, está só assinando a confirmação de que o problema na verdade é o machismo enraizado de quem acha que “o mundo está ficando chato” só por reconhecer uma heroína que existe nas HQs há tanto tempo quanto os outros personagens masculinos.

 

 

Já listado o principal problema do filme, é mais importante ainda dizer que nada disso impede o brilho de Brie Larson de tomar a conta da tela e já consolidar a sua Carol Danvers como uma ótima personagem dentro do MCU. Em uma só vez ela já superou os desafios de se impor sozinha como a estrela de seu próprio show, e de também encaixar dentro desse vasto universo de personagens. Brie vestida do uniforme da Capitã parece se sentir a pessoa mais feliz do mundo, e sabe muito bem dividir a cena ao construir uma química com o Nick Fury que parece até que ela já faz parte da Marvel há vários anos.

 

Se você vai catar defeitos no filme, a Brie Larson NÃO é um deles. Calando a boca de todos que criticavam sua atuação, ela traz uma ótima mistura de marra, inocência, sabendo ser a mais boladona do bonde e ao mesmo tempo descontraída e brincalhona. Brie Larson, que já tem um Oscar de Melhor Atriz em sua carreira, conseguiu tirar de letra o padrão de carisma e personalidade que foi iniciado com o Tony Stark de Robert Downey Jr, e agora uma das coisas que mais quero ver em Ultimato, é a liderança impulsiva desses dois se encontrando.

 

Por mais perfeita que a Brie esteja, a empolgação do elenco coadjuvante é que rouba a cena. Samuel L. Jackson está tão perfeito que vai fazer o Fury virar o favorito de muita gente; a Maria Rambeau, facilmente já convence como a side-kick perfeita para Carol, e por mais que o ‘gato’ Goose vai deixar muita gente apaixonada no cinema, a grande surpresa foi com todos os Skrulls, e principalmente o Talos, que começa como vilão e termina como o aliado da Capitã que eu mais quero ver na continuação do filme. A perfeita maquiagem do alien ajuda ao ator Ben Mendelsohn ter a chance de se livrar completamente do esteriótipo de vilão genérico a qual fora submetido em muitos filmes recentes. Para homenagear a Fase 1 do MCU, e dessa vez num bom sentido, a presença do Coulson no filme é tão bem equilibrada e pontual, que dá uma saudade verdadeira do personagem.

 

A decepção com o elenco fica pela parte dos Krees, seja pela esquecível tropa da Starforce, ou o péssimo papel que deram para um ator tão bom quanto o Jude Law. Dos Krees, a única que se salva é realmente a nova encarnação do Mar-Vell, que não é um homem, e sim a personagem de Annette Bening, surpreendendo a muitos dos fãs mais tradicionais das HQs ao repaginar com muita liberdade as histórias originais dos quadrinhos. Para trollar e testar a educação de muitos nerds tradicionais e chatos, os Skrulls são completamente o oposto das HQs, não apresentando nenhuma ameaça real, sendo apenas um povo perseguido e desesperado. A Capitã termina o filme aliada dos Skrulls, e isso joga pro lixo qualquer chance de Invasões Secretas nos cinemas, e você já pode excluir também aquela teoria de que o Homem-Formiga, ou qualquer personagem de Vingadores: Ultimato, vai ser um Skrull.

 

 

Essas mudanças podem irritar muitos fãs, mas é o jeito perfeito da Marvel Studios compensar os vacilos do filme e continuar a expansão e desenvolvimento da Capitã e de todo o MCU, trazendo histórias cada vez mais diferentes e inesperadas para a Fase 4, e não só mais uma espera até um outro grande vilão. Alto, longe, e veloz, é o lema perfeito para já reconhecer que a Capitã Marvel já deu certo, e pode ser tranquilamente a líder da próxima geração de heróis da Marvel, com o choro dos homens ou não, esse é o momento que as marvetes precisavam, e só aumenta a necessidade do filme da Viúva Negra, e de muito mais espaço para as heroínas. Te cuida, Thanos.

 

NOTA:  4/5 

 

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