CRÍTICA | Homem-Aranha 3 (2007)

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Depois que Homem-Aranha 2 veio de voadora se tornando um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos, veio também o desafio: como fazer algo que supere QUALQUER COISA desse filme e fazer uma sequência ainda melhor? Seria a Maldição do terceiro filme? Seria o começo da interferência da Sony? Seja lá qual for a explicação, o destino foi um fracasso, e ainda estamos tentando entender O QUE FOI AQUELA FRANJA?!

 

Há 10 anos (é, marvetes, estamos velhos), chegava aos cinemas a terceira aventura de Tobey Maguire como o Amigo da Vizinhança, e nem o melhor vidente poderia afirmar que aquela seria a sua última. A decepção veio, o tempo passou, outros dois caras assumiram o manto, mas hoje em dia você olha uma foto do passado, em que você se sentia horrível, e sente saudade daquilo. Só que antes  chegar nessa conclusão, nós primeiros temos que passar por todos os problemas. E eles não são poucos.

 

 

Peter Parker enfim consegue encontrar algum equilíbrio em sua vida: companhado do amor de sua vida Mary Jane, indo bem nos estudos e tendo ainda mais o carinho da população pelo Aranha. E para a surpresa de ninguém, é aí que tudo começa a dar exageradamente errado, abusando das coincidências e conveniências de roteiro tudo acontece ao redor, com e por Peter. TUDO!

 

O promissor gancho definido no final do segundo filme, com Harry descobrindo o covil do Duende, que deveria ser o grande arco do filme, se torna algo apressado e raso, por que? PORQUE PRECISAMOS DE MAIS VILÕES!!!! Então, jogue uma trama importante de lado e coloque o simbionte caindo no colo de Peter, o Homem Areia supostamente ser o assassino do Tio Ben, coloque uma Gwen Stacy para apimentar as coisas, hmm… coloca então o Eddie Brock e já o transforme em Venom. Temos aí histórias boas para desenvolver pelo menos uns 3 filmes, e é isso que dói mais, não o exagero, mas o desperdício. Desperdício de ótimas histórias, e personagens do Aranha compactadas pra caber em pouco mais de 2 horas.

 

 

A história nos diz que foi justamente aí que começou a intervenção da Sony sobre as produções do Teioso, o que só trouxe problemas: Sam Raimi não era fã do Venom, e foi convencido a encaixar o vilão no filme. Sabendo que o controle criativo já fugira da mão do diretor levemente, podemos ver uma certa máscara de sarcasmo e paródia nesse meio, já que muitos momentos são completamente escaralhados, como se fosse a maneira de lidar com as divergências fosse o total FODA-SE sem medo do ridículo. E é nesse ridículo que vemos uma bela dose de diversão, sendo esse o filme mais humorado da trilogia. O Peter Emo pode continuar machucando seu coração, mas se tornou ainda mais divertido hoje em dia, beirando ao prazer culposo (Afinal, quem não ama um filme ruim?).

 

E é até considerável que entre tanta desconjunção, o filme se esforce para fechar o conflito que sempre foi o coração da trilogia: O triângulo entre Peter, Mary Jane e Harry Osborn. Ok que o Duende Júnior não foi metade do que esperávamos, mas a resolução desse arco, e do filme em si, nesse sentido é bem competente, encerrando a trilogia com o senso de que a história que vimos começar, teve uma resolução adequada, mas ainda com portas abertas para muitas outras coisas acontecerem.

 

 

Essa porta aberta fez com que relevássemos o fato do filme não ser tão bom, já que em breve teríamos o próximo capítulo que compensaria tudo e voltaríamos a acompanhar o Aranha em seu auge. Nós sabemos que essa porta da esperança foi incendiada com uma bomba atômica, e por mais que só nos reste agora imaginar como seria um Homem-Aranha 4 (Lembram das fanfics do Orkut com Carnificina vilão e Bruce Campbell como Mysterio?), sempre teremos ao nosso alcance os bons e os fracos momentos do herói com as caretas mais engraçadas que foi o Aranha do Maguire, da presença hipnotizante e carismática da ruiva mais icônica de todas, das lições do Tio Ben e Tia May, dos berros do J.J.J; do playboy que se tornaria famoso depois como um dos maiores maconheiros do mundo (Sim, o multi-talentoso James Franco ❤) e daquela trilha sonora maravilhosa que te faz cantar toda vez que assiste os filmes.

 

Mesmo que seja algo decepcionante, nos padrões de hoje, nós vemos que coisas bem piores podem ser feitas (Né não, BvS e Esquadrão?), e a dancinha do Peter Emo não foi o suficiente para arruinar o Legado do Aranha de Raimi. Podemos ter filmes melhores, Aranhas melhores (Tobey, Andrew e Tom, todos no meu coração ❤), mas essa é uma trilogia que marcou uma geração e vai continuar deixando saudades por muito tempo.

 

 

PS: Os momentos de vexame são mais lembrados sempre, mas alguns momentos desse filme me agradam demais, como a cena do surgimento do Homem-Areia depois do acidente e do Peter se livrando do simbionte na Igreja.

PS2: SHAZAM, CARAY!

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