CRÍTICA | O Espetacular Homem-Aranha (2012)

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Em 2007, Homem-Aranha 3 decepcionou todos os fãs do Cabeça de Teia, mas ao mesmo tempo, todos tinham a esperança de que as coisas voltariam ao eixo num eventual quarto filme, que era tido como certo dado ao enorme sucesso de bilheteria do terceiro filme de Sam Raimi. Enquanto os fãs tinham esperança, nos bastidores as coisas foram pelo caminho contrário. Se em HA3, Sam Raimi já não queria a presença de Venom no filme, e deu no que deu, nos embriões do que seria o Homem-Aranha 4, as coisas foram ainda mais problemáticas: Raimi queria um vilão, o estúdio queria outro.

 

A mão de ferro da Sony foi só aumentando, e os planos para um quarto e quinto (SIM!) filme foram completamente abandonados, como se definir o gênero dos heróis e quase chegar ao bilhão (naquela época isso era um feito muito mais difícil de alcançar que hoje) não fosse nada e a panela de Avi Arad não devesse nada ao que Sam Raimi e cia fizeram. Um beijo Sr. Raimi, obrigado e ADEUS! A montanha russa da nerdagem chegou a um dos momentos mais controversos do universo Marvel nos cinemas: o reboot era real, e em breve teríamos um novo Homem Aranha em cena.

 

 

O adeus à Tobey Maguire foi inesperado e triste, mas a proposta da Sony era de que dessa vez as coisas seriam diferentes e teríamos novos ares na franquia do Teioso, isso mantinha o interesse na empreitada. Marc Webb (vindo do grande sucesso de 500 Dias com Ela, 2009) assumiu a direção para dar uma pegada mais jovem na história, num filme que teria um orçamento bem menor, sendo assim um filme bem mais intimo e focado nos personagens.

 

Bacana, então agora poderíamos ter um Aranha com muito mais humor, bem do jeito que sempre sonhamos, certo? Infelizmente, as coisas não foram bem assim. A intervenção da Sony mais uma vez foi a grande vilã do Aranha, aumentando o orçamento do filme ainda mais e tirando aos poucos qualquer traço de identidade de Webb, ou originalidade propostas para o reboot.

 

 

O maior problema de O Espetacular Homem-Aranha é justamente esse, ele estufa o peito e diz que é diferente e único, mas é exatamente a mesma coisa que o filme de 2002 de forma disfarçada. Claro que não tinha como fugir da transformação de Peter em Aranha e a morte do Tio Ben, coisas essenciais do personagem, mas pelo menos fizesse isso com personalidade e focasse no que foi deixado de lado antes. A trama sobre a morte dos pais de Peter é até uma coisa interessante nas HQs, mas cujo potencial foi completamente destruído na sequência do reboot (falarei disso no texto sobre ASM2, fique ligado), e parece só estar lá pra diferenciar, e isso afeta completamente não só o desenvolvimento do Aranha como herói, como todo o lado pessoal de Peter na escola e em casa.

 

Não só a vibe juvenil é deixada de lado, como o amadurecimento de Peter em relação aos seus grandes poderes e responsabilidades começa a ser desenvolvido, mas muda de foco aleatoriamente quando a trama cisma de enfiar o Lagarto no meio da equação. Ok que o Lagarto era um vilão que esperávamos ver desde HA2, mas ainda me incomoda a forma de que não há resolução NENHUMA na busca de Peter pelo bandido que matou o Tio Ben (corrija-me se estiver errado), nem um mísero “LET IT GO” e superação, apenas um corte brusco para a próxima etapa da história.

 

 

Mas ok, me perdoe fã do Spider-Andrew pelo foco nos problemas, pois sabemos que o filme possui sim seus méritos, e o maior deles são duas pessoas: Andrew Garfield e Emma Stone. Mesmo que descolado e de skate, Andrew trouxe um Peter bem mais humorado e piadista, e Emma trouxe todos os elementos que tornam Gwen Stacy tão apaixonante, afastando as lembranças ruins da péssima versão de HA3 interpretada pela Bryce Dallas Howard (não é sua culpa, Bryce, mas é verdade). A química do casal é absurda e muito boa de se ver, e são acompanhados por um elenco de apoio – bem competente, até – nas novas encarnações de Ben e May Parker, Capitão Stacy e do Dr. Curt Connors, que te fazem comprar essa nova roupagem e não ficar comparando o tempo todo com o elenco da trilogia original.

 

Não deixe meu texto te enganar, apesar dos defeitos, eu gosto desse filme, e na época cheguei a gostar dele mais do que o filme de 2007. Mesmo que não mantenha essa opinião hoje, ainda é um filme divertido e que nos deu a tranquilidade e certeza de que poderíamos viver muito bem com um novo ator no papel do Amigo da Vizinhança.

Comenta aí, Marvete!

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