Guardiões da Galáxia – Do fracasso quase certo ao inesperado sucesso intergaláctico

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 “Guardiões é sobre rejeitados, para rejeitados e feito por um rejeitado.” – James Gunn

 

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Chega aos cinemas nessa quinta-feira, 27 de abril, a nova superprodução do Marvel Studios, Guardiões da Galáxia Vol. 2. Porém, houve um tempo em que isso era impensado. Um tempo em que não havia como a franquia perdurar além do primeiro filme. Do anúncio oficial do primeiro Guardiões da Galáxia, em 2012, até poucos instantes antes da estreia, em 2014, as questões que circulavam o projeto da Marvel vagavam pelas confusas “O que deu na cabeça da deles?” às certeiras “Como esse primeiro fracasso irá afetar o estúdio?”. O público estava incerto de como ou por que a Marvel havia decidido levar para as telonas um grupo desconhecido até por fãs fissurados da editora. As perguntas acabaram sendo respondidas (uma expansão sem precedentes deste universo), e ainda na campanha de divulgação já era possível se ver um filme potencialmente interessante surgindo, mas o porquê de um guaxinim e uma árvore falante persistia. Sim, existiu uma época em que o mundo não amava o Groot.

 

Sites como Motley Fool, WhatCulture e io9 bem confiantes.

 

Mas o momento da estreia chegou, o filme superou as expectativas de crítica e público, estreando com $94 milhões de dólares dentro dos EUA, fechando com $333 milhões, e arrecadando $773 milhões em todo o mundo. É o filme de maior bilheteria da Marvel Studios sem a presença do Homem de Ferro. Logo as perguntas evidentemente surgiam com um tom positivo: “Como a Marvel conseguiu?”.  A nuvem de incerteza podia não se deixar notar, mas as peças estavam se reunindo desde o início para um bom resultado. A começar pela ótima escalação do elenco, do ainda não superstar e até então gordinho Chris Pratt, mais conhecido na época pela série ‘Parks and Recreation’, às escolhas inusitadas das vozes do Rocket e do Groot. Bradley Cooper fugiu do padrão de voz/ator que se esperava para o Raccoon (Bruce Willis e Joe Pesci eram os favoritos dos fãs), e ninguém podia acreditar que a Marvel havia chamado o Vin Diesel para dar voz a um personagem de somente uma frase.  Tudo encaixava com o tom da produção. Era uma aposta arriscada, não havia como jogar com segurança aqui.

 

“Flop ? Hoje não!”

 

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Isso foi formando uma identidade própria, e apropriada, para a produção, automaticamente diferenciando os Guardiões de tudo o que veio antes no Universo Marvel. As cores, mundos imaginativos, tom cômico, foram aspectos que durante a campanha de marketing construíam um grupo de otimistas, e dependeu do sucesso o filme, quando nos cinemas, ter entregado o que prometeu. James Gunn, diretor e roteirista, comentou durante uma coletiva de imprensa de Guardiões da Galáxia Vol. 2 que os filmes da equipe são “sobre rejeitados, para rejeitados e feito por um rejeitado”. A ressonância do público com estes personagens surgiu de maneira forte. As pessoas estavam rindo e se emocionando com os personagens mais estranhos do Universo Marvel. O bando de babacas acabou ganhando fãs.

 

 

Calma. Não, nós não estamos nos esquecendo da Awesome Mix. O fator música foi outro ponto importante para dar uma cara original ao filme e ao grupo. Os trailers eram embalados por canções dos anos 70 e 80, preparando o público para as suas novas músicas favoritas. Lançado o álbum, Awesome Mix Vol. 1 chegou ao topo das paradas nos Estados Unidos. Outro inesperado sucesso do filme, fora da telona, foi em venda de mercadoria. Na época Guardiões se tornou a primeira marca a tirar Frozen do topo de vendas em produtos. Um fato curioso é que dentre dos produtos mais famosos, o Baby Groot dançando no jarro, apenas foi encomendado sua produção pela Marvel depois de notarem a recepção positiva do personagem e da cena.

 

Agora, Guardiões da Galáxia Vol. 2 chega aos cinemas em uma situação bem diferente do seu antecessor: sem o temor do fracasso, mas com o peso da expectativa. Guardiões da Galáxia Vol. 3 já está confirmado, contando com o retorno de James Gunn na direção e roteiro. Parece que esses “rejeitados” ainda irão mais e mais longe do lugar que já se imaginou que estacionariam.

 

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