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X-Men: Primeira Classe (2011) foi o quinto filme da franquia dos mutantes pela antiga 20th Century Fox, assim como o segundo derivado e o primeiro de uma série de filmes prelúdio, ambientados antes dos eventos do primeiro X-Men. Embora ele tenha iniciado uma série de erros na cronologia desses filmes, é considerado até hoje como um dos melhores.

O desenvolvimento desse projeto começou na época da produção de X-Men 2, com a produtora Lauren Shuler Donner planejando um filme protagonizado por uma equipe de jovens mutantes. Já em 2004, começou o desenvolvimento de um outro spin-off, que seria X-Men Origens: Magneto, com Erik tentando sobreviver em Auschwitz, e conhecendo Charles Xavier, um soldado presente na libertação do campo.

Magneto então iria atrás dos nazistas que o torturaram. E essa sede de vingança criaria o seu conflito com Xavier. O filme foi adiado devido à greve dos roteiristas em 2007 e 2008. Enquanto isso, o produtor Simon Kinberg sugeriu que a Fox adaptasse as HQs da Primeira Classe dos X-Men, ideia que agradou e seguiu adiante. Mas até então dependia do sucesso do filme solo do Magneto, e depois dependendo do sucesso de X-Men Origens: Wolverine.

E no final de 2009, Bryan Singer entrou no projeto com a intenção de dirigir o filme. Eventualmente, o filme do Magneto foi morrendo até ser confirmado que não aconteceria, já que a história do Primeira Classe havia ganhado mais força. Mas curiosamente, todo o arco do Magneto no novo roteiro era justamente o mesmo do seu filme cancelado. Por mais que Singer negasse que tenha se inspirado no antigo roteiro, o roteirista Sheldon Turner, contratado para o filme do Magneto, foi creditado como responsável pelo argumento do Primeira Classe.

Em 2010, Singer abandonou a direção do filme para focar em seu trabalho no filme Jack: O Caçador de Gigantes. Em mais um jogo de cadeira, a Fox então foi atrás de Matthew Vaughn, que quase dirigiu X-Men: O Confronto Final. Vaughn estava em alta após o primeiro Kick-Ass e agora tinha a chance de iniciar uma franquia do zero, em vez de assumir a continuação do filme de outro diretor. Matthew comparou sua abordagem com reboots tipo Batman Begins e o Star Trek de 2009.

O foco do estúdio não era em se manter muito preso à cronologia e eventos dos outros filmes, e sim estabelecendo algo próprio. Isso iniciou uma linha do tempo confusa e bagunçada nos filmes dos X-Men, mas nos deu um dos filmes de super-heróis mais charmosos e autorais de todos os tempos. Se aproveitando de um roteiro afiado e elenco carismático para compensar a limitação do orçamento.

A aclamação não foi apenas com os fãs! O filme foi bastante elogiado pela crítica, considerando um retorno à boa forma após as decepções dos dois últimos filmes da franquia. É praticamente o clássico cult da Marvel na Fox, ao lado de X-Men 2, e infelizmente não fez uma bilheteria digna de sua altura: arrecadando apenas 352 milhões de dólares mundialmente. Números modestos, mas manteve o estúdio confiante para o futuro dos mutantes.

Além da oportunidade de Vaughn finalmente dirigir um filme dos X-Men, tivemos as estreias de James McAvoy como Charles Xavier, Michael Fassbender como o Magneto, Jennifer Lawrence antes de se tornar uma super-estrela e interpretando a Mística e Nicholas Hoult como o Fera. Destaque para as atuações de Zoe Kravitz como Angel e Kevin Bacon como o vilão do longa. Saudade de um dos melhores filmes da Marvel? Então assista agora mesmo no Disney+!