Ator de Demolidor DETONA Mercenário original: “Raso e entediante”
Ator de Demolidor detona Mercenário dos quadrinhos, chamando-o de raso e entediante.

Após o sucesso avassalador da segunda temporada de Demolidor: Renascido, a crítica e o público se renderam a uma versão do Mercenário que é ao mesmo tempo cruel, atormentada e cativante. Mas, de acordo com o próprio ator, a chave para esse sucesso veio de uma fonte inusitada: a decisão consciente de ignorar os quadrinhos e construir algo mais profundo.
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O ator Wilson Bethel entregou uma das atuações mais aclamadas da TV na pele do Mercenário, e sua verdade sobre os quadrinhos é uma faca de dois gumes para os fãs.
Após o sucesso avassalador da segunda temporada de Demolidor: Renascido, a crítica e o público se renderam a uma versão do vilão que é ao mesmo tempo cruel, atormentada e cativante. Mas, de acordo com o próprio intérprete, a chave para esse sucesso veio de uma fonte inusitada: a decisão consciente de ignorar os quadrinhos e construir algo mais profundo.
Em entrevista exclusiva ao The Direct, Wilson Bethel explicou porque a visão do Mercenário de Demolidor: Renascido é superior ao dos gibis. E a declaração não poderia ser mais contundente.
1/4 – “É um personagem raso”
Para quem não está familiarizado com o personagem nos quadrinhos, a declaração pode soar como heresia.
O Mercenário é um dos maiores assassinos da Marvel, um atirador de elite psicótico e sem escrúpulos. No entanto, Bethel aponta que é justamente essa falta de nuance o problema e sinceramente, ele está coberto de razão.
“Por mais legais que sejam muitos dos arcos de história, o personagem é raso. Não é um personagem que necessariamente gostaríamos de assistir por quatro temporadas de uma série de TV.”
2/4 – Por que ele se “entediaria” no papel
Para o ator, a versão clássica do vilão – um psicopata movido apenas pelo desejo de matar – seria insustentável em um formato serializado. Ele tá tão correto disso que essa idéia já ficou insustentável inclusive nos quadrinhos. Em suas próprias palavras:
“Eu, francamente, ficaria entediado de interpretar isso como ator. Eu quero alguém que pareça humano para mim e que eu consiga acessar.”
E é aqui que mora a genialidade da adaptação.
O Mercenário do MCU, assim como o grande público conhece, ainda é um assassino frio e calculista, capaz das maiores atrocidades.
No entanto, ele é movido por uma complexa teia de traumas, manipulações e uma busca distorcida por justiça. Assim como nas HQs, ele não é um anti-herói, mas ao contrário da versão das páginas, ele é muito mais que um alvo humano.
3/4 – As regras do jogo de Bethel
O ator foi assertivo sobre o que torna o seu Mercenário tão especial: a humanidade.
“Não é sobre transformá-lo em um herói, mas em dar a ele camadas para que o público possa ver diferentes lados dele. Isso torna o personagem mais interessante sem remover sua natureza violenta.”
O resultado dessa filosofia foi um vilão que o público ama odiar e que é magnético em tela.
Ao longo da segunda temporada de Demolidor: Renascido, o personagem flertou constantemente com a redenção, salvando o Demolidor e agindo por um código de ética distorcido, apenas para, no momento seguinte, lembrar a todos que a escuridão ainda governa sua alma.
É essa imprevisibilidade que o torna irresistível e tão interessante.
4/4 – “Ele não é um anti-herói”, mas é complexo
A declaração de Bethel gerou um enorme debate nas redes sociais.
Parte dos fãs mais puristas dos quadrinhos criticou a fala como “desrespeitosa”, enquanto a grande maioria aplaudiu a sinceridade e a visão do ator, que ajudou a elevar o personagem ao status de um dos maiores vilões do MCU.
Honestamente, como um leitor assíduo, eu afirmo que a gente precisa desprezar a opinião dos puritstas em 70% das vezes.
As falas do ator não apenas explicam o sucesso estrondoso do personagem na série, como também selam o destino do Mercenário no MCU.
Bethel deixa claro que, por mais que sua versão se desvie da origem das HQs, ela é infinitamente superior para o formato live-action e eu concordo com ele.
E aí, você concorda com o Wilson Bethel que a versão dos quadrinhos é rasteira ou acha que faltou um pouco mais de fidelidade?
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