Novo filme do Venom deve fazer o que nenhum anterior conseguiu
Novo filme do Venom já está em produção e promete uma abordagem bem diferente do que o público viu nos últimos anos.

Por muito tempo, o imaginário popular moldou o Venom como uma criatura caótica, mas simpática. Nos cinemas, ele virou um parceiro inconveniente de Eddie Brock (Tom Hardy), alguém que ameaça arrancar cabeças enquanto faz piadas e discute sobre comida.
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Essa abordagem conquistou um público fiel, mas também afastou o personagem de suas origens mais perturbadoras. A verdade é que o Venom nasceu como algo muito menos engraçado e muito mais assustador.
O anúncio de um novo filme animado sob direção de Zach Lipovsky e Adam B. Stein pode mudar isso. A dupla, que trabalhou em Premonição: Linhagens de Sangue, tem experiência em criar tensão constante e cenas desconfortáveis.
Isso abre espaço para uma abordagem que nenhum longa anterior conseguiu: transformar Venom novamente em um pesadelo ambulante. Não apenas um anti-herói violento, mas uma presença ameaçadora que domina cada cena em que aparece.
A origem do vilão é bem mais sombria nos quadrinhos
Quando Venom surgiu por completo em Amazing Spider-Man 300, no final dos anos 80, ele não era um personagem espirituoso ou carismático. A história construía sua presença como algo ameaçador desde as primeiras páginas.
A atmosfera era sufocante, carregada de tensão e com uma sensação constante de perigo iminente. Ele invadia a vida de Peter Parker de forma silenciosa, surgia nas sombras e demonstrava prazer em caçá-lo psicologicamente.
Havia um clima quase de filme slasher nas páginas criadas por David Michelinie e Todd McFarlane. O medo era parte essencial da experiência. Até mesmo o uniforme negro, introduzido anos antes durante Guerras Secretas, carregava um tom inquietante nas HQs.
Diferente de muitas adaptações, o simbionte parecia agir como uma entidade invasiva que se aproximava de Peter durante a noite, observava seus passos e ameaçava seu relacionamento com Mary Jane.
Quando Peter o rejeita, o ressentimento que nasce dessa separação se torna combustível para algo muito mais sombrio ao lado de Eddie Brock. Com o passar do tempo, o sucesso comercial mudou o rumo do personagem.
Ao longo dos anos 90, em meio à febre dos anti-heróis nos quadrinhos, Venom ganhou minisséries próprias e assumiu a postura de protetor letal. Continuava brutal, mas agora havia um código moral mais claro.
O universo do Venom ganhou escala cósmica
Décadas depois, as histórias ampliaram ainda mais seu papel, envolvendo ameaças cósmicas como Knull e transformando o simbionte em peça-chave para salvar o planeta. O terror íntimo foi substituído por épicos grandiosos. O cinema seguiu um caminho parecido.
Em Homem-Aranha 3, a construção foi apressada e dividida com outros vilões. Já nos filmes solo recentes, o foco ficou na dinâmica divertida entre Eddie e o simbionte. Funcionou comercialmente, mas nunca houve a sensação real de perigo constante.
Faltou aquele desconforto de não saber quando ou como Venom atacaria. A animação pode ser o terreno ideal para corrigir isso. Sem limitações físicas do live-action, é possível explorar formas mais grotescas, movimentos antinaturais e uma violência estilizada que amplifique o horror.
Se os diretores realmente abraçarem o lado mais cruel do personagem, o público pode finalmente experimentar algo diferente do que já viu. Este novo projeto surge em pré-produção com poucas informações reveladas, mas carrega uma promessa implícita.
Pela primeira vez em muito tempo, existe a chance concreta de ver Venom retratado como ele foi concebido originalmente. Não apenas como um anti-herói popular, mas como uma criatura que transforma qualquer ambiente em território de caça.
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