Pantera Negra é importante não só para a Marvel, mas para a história do cinema!

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*Texto escrito na madrugada de quinta para sexta (de 15 para 16 de fevereiro de 2018).

 

Hoje, dia 16 de fevereiro, chega aos cinemas americanos Pantera Negra, longa da Marvel Studios que desta vez é comandado por Ryan Coogler, que dirige o seu 3° longa. O diretor é conhecido por seu trabalho em Fruitvale Station: A Última ParadaCreed: Nascido para Lutar. Um novato, mas que mostrou ter uma direção tão firme quanto a de um diretor que já tem décadas de experiência.

 

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A missão de Ryan Coogler é fazer o que todo diretor na Marvel Studios tem que fazer: um bom filme. Mas aí que eu lhe peço, por favor, para entender o quão diferente Pantera Negra é em todos os aspectos. E isto vai muito além de Marvel e essa parada de super-herói. Trata-se de um blockbuster voltado a um personagem negro com o seu país africano. Diga-me a última vez que você viu isto em um blockbuster de 200 milhões e eu pararei o artigo por aqui. Não só isso, Pantera já quebrou o seu primeiro recorde: é o filme mais caro para um protagonista negro da história do cinema, com 90% do elenco composto de não-brancos.

 

Não apenas isto, a Marvel resolveu levar a sério a parada. Chamou vários atores de grandes filmes, como Lupita Nyong’o, Daniel Kaluuya, Forest Whitaker, Michael B. Jordan, entre outros. O longa não é o primeiro filme de super-herói negro, pois este posto pertence à Blade. Mas você está vendo a grande diferença entre os dois? Tá rolando uma representatividade absurda. Você sabe que há algo fora do padrão quando nota que, de grandes nomes brancos no elenco, apenas Martin Freeman e Andy Serkis marcam presença.

 

Não é só sua representatividade e o fato do elenco ser composto por mais de 90% de atores negros que faz o Pantera Negra já ser importante para história do cinema, aí vem algo que irá acontecer nos próximos dias: sua bilheteria e força nos Estados Unidos. Nesta madrugada, estive acompanhando as primeiras sessões abertas do longa nos Estados Unidos. E tá tendo o óbvio: sessões esgotadas e com uma felicidade e uma presença massiva da população afro-americana. Veja alguns tweets que mostram como estão as coisas por lá:

 

 

Não achou o suficiente? Teve gente que resolveu mandar até cosplay:

 

 

O povo está se sentindo, pela primeira vez, representado. Não, espera, vou reformular a frase: o povo afro-americano se sente pela primeira vez representado em algum filme blockbuster. Você acompanha a situação, espero eu, de como a tensão de policiais e negros andam por lá. Negro levando tiro atoa, essas coisas (sim, em pleno século XXI). Mas voltando a falar do filme, seu sucesso em solos americanos já era aguardado por todos. Quebrando recordes da Marvel Studios no Fandango e na IMAX em pré-vendas, o sucesso era considerado fato.

 

Mas não apenas isso: especialistas já começaram a falar por aí que, pelo andar da carroça, há uma pequena probabilidade do longa fazer mais grana em solos americanos do que Vingadores: Guerra Infinita. Lembrando que o último longa dos Vingadores, um tal de Era de Ultron, rendeu 459 milhões nos EUA, enquanto o primeiro rendeu por volta de 623 milhões. Prevendo que Guerra Infinita talvez fique no meio desses dois, com uns 500 milhões, não é muito difícil ver Pantera conseguindo 500 milhões nos EUA.

 

As primeiras previsões de bilheteria do longa apontavam para uma estreia em 90 milhões, depois aumentou para 120, depois 160, e quando paramos para ver: 185 milhões. E ah, lembrando que segunda há um feriado nos EUA, o que renderá à Pantera, provavelmente, mais de 200 milhões em 4 dias nos EUA. São números de Vingadores, amigos. Agora junta a boa aprovação crítica no longa por tudo que é parte, gente famosa como Kendrick Lamar e Steven Spielberg falando sobre o quanto amaram o longa, e pense na possibilidade de boca a boca ao longo das semanas que o longa terá. Enorme, certo?

 

A Marvel Studios fez o filme definitivo de representatividade, mas não apenas deu ao personagem um filme solo medíocre (desculpa, Mulher-Maravilha), mas e sim fez um filme espetacular em todos os aspectos. Sendo alguém que já assistiu ao longa, digo-lhes que Pantera Negra é genial. Mesmo que você não curta o lance de “representatividade” e ache isto papo furado, o que mais se vê por aí são pessoas exaltando a qualidade do longa. Pantera não é apenas “outro filme importante”, como também é um dos melhores, mais bem dirigidos, mais bem escritos, com um dos melhores vilõesda Marvel Studios até hoje. São muitos adjetivos pra um filme só.

 

 

Você já leu aqui no Legado da Marvel que o longa era pra ter saído em 2008, mas não saiu porque o antigo CEO da Marvel Studios (que não falaremos o nome pra não dar audiência pra um cara desses) acreditava que o personagem não tinha força nas bilheterias, bom, por ser, érrrh… um negro em um país na África. Parece que exatos 10 anos depois, o lance é outro, né? Mas temos que agradecer a este CEO desacreditado, pois Pantera Negra veio na hora certa. Certa pra tudo, certa na situação atual dos Estados Unidos e do mundo.

 

Numa opinião pessoal, é bem provável que o longa não alcance o sucesso que fará nos EUA em outros países, pela simples falta de apelo ou marketing pesado da Disney. Mas lançar um álbum inteiro para um filme (obrigado, Kendrick Lamar) foi uma jogada de gênio para manter o filme na mídia mundial. E não só lançar um álbum qualquer, quem escutou sabe que ele é bom pra caralho. Já falei que a première do longa contou com presença de pessoas como Snoop Dogg? Fora a atriz Octavia Spencer dando ingressos para crianças negras que poderem assistir ao filme.

 

Acredito que você que está lendo este texto não goste do termo “representatividade” (por algum motivo isso é algo bem comum entre o público nerd), mas creio que concordamos num ponto: a importância de Pantera Negra para história do cinema já é fato. Não é apenas mais um “filme da Marvel” para os olhos do povão (pessoas que não acompanham esses filmes loucamente que nem a gente), é um filme bom, um belo exemplo de que não importa a sua cor de pele, se o seu filme for bom, ele fará dinheiro. Esperemos que os executivos de Hollywood agora se liguem nisso, e não troquem mais protagonistas que deveriam ser negros por protagonistas brancos, não é Han Solo: Uma História Star Wars? 🙂

 

Enfim, este é apenas um pensamento de quem chorou assistindo Pantera Negra e que se emocionou na primeira vez que viu o pôster do longa no cinema. É muito comum você se acostumar a ver um rosto branco em um pôster, eu cresci e vi a minha vida toda este tipo de coisa. Mas ver um pôster apenas com personagens, bom… da minha cor, me fez ficar com um sorriso que nem um idiota. Obrigado por ter lido até aqui. Logo abaixo, deixo-lhes com a minha foto ao lado do tal pôster.

 

 

Veja a nossa galeria do filme:

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