The Gifted é a sobrevida que os X-Men precisavam

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Durante um ano não muito agradável para as séries Marvetes, com Punho de Ferro não agradando ninguém, Os Defensores decepcionando e Inumanos sendo uma tragédia, quem se saiu bem e com muito mérito foi a Fox. Para a surpresa de todos, Legion já chegou sendo elogiada até o talo e comparada com obras de diretores renomados, como David Lynch. A soberania dos mutantes nas séries só tem a crescer agora que The Gifted já está no ar, e, da mesma forma, surpreendendo.

 

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A nova série dos mutantes teve um ótimo piloto, dirigido pelo já familiarizado Bryan Singer, que comandou 4 filmes dos X-Men. Sua participação ajudou a trazer os fãs dos filmes para a TV e criou um certo elo entre as duas mídias, já que a trama soa quase como um prelúdio de Dias de um Futuro Esquecido. The Gifted trabalha com muitos temas comuns dos filmes, principalmente o preconceito e ódio que os mutantes sofrem. Mas na série o foco não são os super-heróis, mas sim pessoas “comuns”, ajudando a história a se conectar bem mais todas essas discussões à nossa própria sociedade, deixando a trama ainda mais atual e provando que não precisamos do Wolverine para ter algo interessante nesse universo.

 

A ausência de personagens mais famosos dos X-Men ajuda em muito a série dos mutantes como um todo, fugindo da Logandependência e explorando toda a diversidade de poderes e personalidades dos novos heróis, fugindo da mesmice e injetando novidades nesse universo. No começo o destaque é principalmente na família Strucker e na descoberta dos poderes do filho caçula. A cada episódio, algum membro do grupo começa a ter mais destaque ou dar início a pequenas tramas paralelas. O foco em desenvolver as ações e consequências do uso dos poderes é bem interessante, principalmente a crise dos portais de Blink no terceiro episódio, que lembra bastante à abordagem dos poderes de Xavier em contraste com sua doença mental.

 

 

Essa dinâmica tem sido uma das grandes virtudes da série, tendo evoluído bastante em cada episódio lançado até agora, transformando uma premissa comum em algo encorpado e que vai ficando mais interessante a cada avanço, em vez de se tornar clichê ou seguir caminhos muito óbvios como era de se esperar. Mesmo não fugindo da cafonice das produções de TV, a série é bem consciente e opta por uns recursos bem sensatos que tornam essa tosquice em algo que, no mínimo, não incomoda. Uma das decisões mais acertadas foi a de transformar os Sentinelas numa força tarefa policial, deixando a trama mais tangível e fazendo mais paralelos com a atuação das instituições dos governos ‘reais’. Ok, que tem aquelas aranhas, mas nada que atrapalhe.

 

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Seja lá qual rumo o rumo da série, o que tivemos até agora é bastante satisfatório, e espero que seja só mais um passo na crescente expansão da Fox com seus domínios da Marvel. Com Deadpool, Os Novos Mutantes, X-Force, Gambit (agora vai?), Legion e agora o povo de The Gifted, pra que continuar perdendo tempo com Wolverines e a amizade vai-e-volta de Xavier e Magneto?

 

 

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