[CRÍTICA] Homem-Aranha no Aranhaverso é uma OBRA-PRIMA!

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Você já viu aqui no Legado da Marvel várias e várias vezes: Homem-Aranha no Aranhaverso é uma obra-prima. Atores, diretores, críticos, premiações, todos concordam que o vencedor do Globo de Ouro de Melhor Animação, é algo especial que nunca vimos nos quase 20 anos do Homem-Aranha nos cinemas. Não se deixe enganar pelo fato do filme ser uma animação, e acredite, ele bate de frente com qualquer filme live-action de super-herói que seja aclamado por fãs e crítica!

 

ESSA CRÍTICA CONTÉM ALGUNS SPOILERS! CASO NÃO TENHA VISTO O FILME, ESTEJA AVISADO!

 

A genialidade do filme já vem no conceito mais básico do filme, tanto como peça de arte, como investimento em um produto que já teve oito participações no cinema: como fazer algo diferente que a gente já não tenha visto todos esses anos? E por isso, não é à toa que a Sony confiou numa ideia ousada e desafiadora de Phil Lord e Chris Miller: misturar várias versões do herói ao mesmo tempo, enquanto apresenta para o grande público o querido das HQs, Miles Morales.

 

 

Contar a história de origem de Miles com a presença de Peter Parker e várias outras dimensões, transforma todos os dilemas e clichês de se tornar um herói e descobrir seus poderes, em uma experiência única. Ver Miles escalando pela primeira vez e vendo sua vida mudar, ao mesmo tempo em que vemos o Homem-Aranha MORRER, é o tipo de emoção que talvez só Guerra Infinita tenha trago algo parecido.

 

Quando a trama engata com Miles já picado pela Aranha, um Peter morto, e um Peter velho, cansado e fracassado aparece, é aí que o roteiro chuta o pau da barraca e traz todos os benefícios de ter Miller e Lord na criação: é uma explosão de referências à cultura pop, ao universo Marvel, ao próprio Homem-Aranha, abusando de meta-linguagens e piadas que poderiam facilmente ter vindo de algum meme entre fãs, é transforma o filme numa verdadeira celebração aos anos de história que o personagem já teve.

 

O encontro de dimensões é tão bem explorado, que cada novo Aranha que aparece, dá até vontade de que o filme continuasse nesse ciclo infinito de versões alternativas do herói. Apesar de explorar bem o potencial de cada Aranha, fica a sensação de que poderíamos ter tido mais tempo para aproveitar o Aranhaverso se interagindo, isso não precisa ser considerado um defeito, é porque tudo ali é tao bom, que fica aquele sentimento de querer mais.

 

 

A coisa que mais pensava vendo o filme, era como eu queria conhecer mais o universo de cada um ali, seja a Nova York sombria dos anos 30, o futuro tecnológico de Peni Parker, e até mesmo o jornalismo do Porco Aranha. Para os saudosistas, o universo dos dois Peters do filme remete diretamente aos filmes com Tobey Maguire, então eles podem servir perfeitamente como a continuação de Homem-Aranha 3 que nunca existiu.

 

Sim, o filme funciona muito como uma aventura de equipe, mas quando a história foca verdadeiramente em Miles, é aí que passa de um filme divertido para algo realmente especial. A história de Miles com seu tio, traz um peso tão grande quanto ao clássico “com grandes poderes…” do Tio Ben, e a relação entre Miles e Peter, já que os dois personagens amadurecem juntos, e se tornam mais próximos de Pai e Filho do que uma simples transição da geração antiga para a nova. Se Miles for agora o Homem-Aranha definitivo, não existe despedida melhor para Peter do que vimos aqui.

 

O humor desenfreado de Miller & Lord se encaixou como uma luva nessa história, mas por mais hilária que ela seja, o lado dramático e emocional não fica atrás, desde o sacrifício necessário para impedir a destruição de todo o multiverso aos medos e perdas de cada Homem-Aranha, até o Rei do Crime ganha uma justificava dramática para seus atos, e consegue dar um ar de pena e repulsa. Ele talvez não seja o mais icônico vilão do Aranha, e por mais que ver versões alternativas de algum vilão mais famoso pudesse render mais piadas, o Fisk foi perfeito para fortalecer o peso das perdas, que conecta todos os personagens.

 

 

Como se fosse ainda pouca emoção, o filme nos presenteia com uma ótima cameo de Stan Lee, misturando as palavras do lendário escritor com a sabedoria e eternidade de suas histórias, mas sem deixar de lado o seu icônico senso de humor. A homenagem final ao mito, e também ao outro pai do Aranha, Steve Ditko, encerra com chave de ouro essa celebração ao Homem-Aranha, reconhecendo toda sua importância e impacto nas pessoas, de 1963, até os dias de hoje.

 

Pra não terminar o filme com o público enxugando as lágrimas, a animação dos créditos finais é um exagero maravilhoso, trazendo mais de centenas de Homens-Aranha em situações hilárias, até mesmo dividindo bicicletas! E sim, a cena pós-créditos e a genial reinvenção de um famoso meme da internet, encerra o filme com a melhor risada possível, e abre as portas para que o Aranhaverso possa seguir ainda mais absurdo e com menos limites de gênero ainda.

 

 

Sentindo que estou falando demais quando poderia resumir tudo com um simples OBRA-PRIMA, que realmente merece toda a aclamação que tem recebido. É um filme que se leva mais a sério do que muitos filmes em live-action, e por ter ainda mais qualidade, é com urgência que você tem que ir prestigiar na telona do cinema, o que é um dos melhores filmes do Homem-Aranha de todos os tempos!

 

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