[CRÍTICA] Vingadores: Guerra Infinita não é tudo aquilo que você imaginou… É MELHOR AINDA!

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Antes de assistir Vingadores: Guerra Infinita, eu topei re-assistir aos dois filmes antes, no cinema mesmo. Um em cima do outro, já emendando com o 3° longa dos Vingadores, e 19° filme da Marvel Studios. A diferença de tom que Guerra Infinita tem comparado aos seus dois anteriores é evidente desde o primeiro minuto.

 

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O filme começa como Kevin Feige vivia falando meses atrás: Thanos mostrando porque é o melhor vilão desse Universo Cinematográfico da Marvel, e como tinha valido a pena esperar todo esse tempo para vê-lo em ação. Em menos de 5 minutos, você já odeia o vilão. Se os dois Vingadores antecessores “perdiam” tempo com diálogos e mais diálogos, esse cai dentro da ação. É um filme dinâmico, que não costuma dar muito tempo para que você respire.

 

Mesmo quando o filme está “parado”, ele está planejando alguma coisa para a próxima ação, tipo quando o filme “para” para sabermos mais sobre Thanos. E já entrando no assunto Thanos, o marketing nos enganou legal em parecer que o vilão ficaria sorrindo e muito feliz em destruir tudo. No filme, Thanos não aparenta em nenhum momento estar feliz com seus atos. Você vê que ele só revida quando tentam aprontar para cima dele. Ele só quer as Joias, nada mais. Ele só está fazendo o que ele tem que fazer, o seu objetivo: equilibrar o universo. E ele está disposto a fazer qualquer coisa para isso.

 

 

Numa leve (levíssima mesmo) comparação, seu personagem me lembrou Killmonger. Seus objetivos podem ser compreensíveis, por mais que sejam extremos. De um lado, Killmonger queria armar o seu povo que sempre foi oprimido, para que ele assumisse o poder. De outro lado, temos Thanos, que perdeu seu povo por conta da superpopulação. Thanos até chega a dizer que ele avisou ao povo qual era a solução: matar a metade. O chamaram de louco, e logo depois sua Terra natal, Titã, foi extinta. Thanos havia previsto a extinção de seu planeta, e não fez nada para mudar. Desesperado, agora ele quer fazer esse equilíbrio com todo o Universo.

 

Os destaques ficam para Josh Brolin e Zoe Saldana. Começando pelas mulheres, Zoe tá melhor do que nunca como Gamora. A personagem tem um grande arco no filme, fora cenas de interação com Thanos. Por ter crescido com o vilão, Gamora tem muito de Thanos. O que é uma relação bonita de se ver na tela, ainda mais quando ambos conversam. Josh é o melhor Thanos que nós poderíamos ter. Ele traz uma interpretação tão boa quanto Andy Serkis como César. Não é apenas dublagem, é performance capture. Consegue capturar toda a interpretação do ator, mesmo que seu personagem seja completamente em CGI. Um trabalho digno de Oscar para o departamento de efeitos visuais.

 

 

O filme se divide em núcleos. Temos o núcleo de Wakanda, temos o núcleo de Titã, e temos o núcleo composto por Thor, Rocket e Groot. No terceiro ato, os 3 acontecem ao mesmo tempo. E é fabuloso. É tão bem dosado todo esse clímax e união dos núcleos, alg nunca feito em nenhum Vingadores, que costuma trazer todos na mesma batalha juntos, e no mesmo lugar. Um desafio e tanto para os Irmãos Russos. Esta questão de núcleos é algo que até hoje a Marvel Studios não havia arriscado, pois se você parar pra pensar, todos os clímax dos filmes mostram uma batalha num mesmo lugar e com todos os personagens importantes ali.

 

A única ressalva que faço para Vingadores: Guerra Infinita é com relação a um grande momento de interação entre todos os personagens. Vamos lá: em Vingadores, temos a grande discussão antes do ataque do Gavião Arqueiro no porta-aviões. Algo que pra mim, segue memorável e uma das melhores cenas do MCU. E é ali que nasce o “gênio, bilionário, playboy e filantropo”. A segunda, como não ser, é toda a cena da festa de Vingadores: Era de Ultron. É toda uma cena service, onde ao mesmo tempo que é desenvolvida coisas do filme (relacionamento de Bruce e Natasha), também tem cenas bem legais, como a participação do Stan Lee, histórias do Maquina de Combate e os heróis tentando levantar o martelo de Thor.

 

 

Vingadores: Guerra Infinita não possui nenhuma cena de interação que supere a cena da festa no seu segundo filme, mas compensa na ação maravilhosa, e, por que não, na interação de alguns personagens, como Thor e Rocket. Quem previu uma dupla dessas? No fim das contas, Guerra Infinita é de fato um filme de apenas um personagem: Thanos. Não tem as características marcadas por Joss Whedon de “como um filme dos Vingadores deve ser”, mas ainda é um puta filme.

 

Outro ponto legal para se observar no filme é como cada personagem está da mesma forma que foi mostrado nos últimos filmes. Thor é de Taika Waititi, os Guardiões da Galáxia são de James Gunn (que por sinal, com certeza escreveu umas piadas pro filme), Homem de Ferro segue num puta desenvolvimento e Capitão América segue ainda mais sério (e puto).

 

 

O filme é tudo aquilo que você não esperava, mas isso não significa que ele é ruim, muito pelo contrário, é tão bom ter surpresas como este filme. O filme sai do padrão do MCU e quebra todas as regras que você pensava existir. Tudo o que queremos agora é comprar loucamente os nossos ingressos para Vingadores 4. É pedir demais a pré-venda já começar, Disney?

 

Nota: 5/5.

 

Veja a nossa galeria do filme:

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