Thor: Ragnarok não é o melhor da Marvel, mas cumpre o seu papel

Thor: Ragnarok é tipo um começo de relação. No primeiro minuto você já se pega apaixonado pelo filme, mas quando você mais o conhece, pensa a respeito… mais o amor vai decaindo. Mas como todo bom começo de relação, não deixa de ter o que todas elas tem em comum: ótimos momentos.
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O novo filme da Marvel Studios não teve medo de mudar as coisas para o personagem interpretado por Chris Hemsworth. Logo DE CARA, nós somos apresentados à um novo Thor Odinson. É quase um mini-reboot. É de compreensão geral que os filmes do Thor talvez sejam os únicos abaixo da média dentro do MCU. Então, o que o diretor desse 3º longa, Taika Waititi, resolveu fazer? Fazer com que o personagem fosse 100% cômico. Um Thor que é, pra quem vos-escreve esse artigo: o personagem mais engraçado desse Universo e o meu novo Vingador favorito.
Não só a cena inicial é boa, como também têm a melhor sequência de ação do filme. Não vou entrar em detalhes para não estragar a experiência de ninguém. E falando de ação, vou entrar em um dos pontos delicados do longa: a sua ação. Um tanto decepcionante, viu? Não há nada memorável, que grude na cabeça. Além da ação não ser o forte do longa, há outro fator que eu diria ser a maior: o ritmo. Bom, pra um filme ser bom de verdade, ele tem que ter um ritmo que você não sinta a duração. E, meus amigos, deu pra sentir. Talvez eu queria que aquele rumor que o filme tinha 100 minutos fossem reais.

“E a Hela, Legado?”… bom, não é nada memorável. Fica impressionante em tela o quanto a Cate Blanchett está boa no papel, na roupa e tal, mas o roteiro não ajuda. É como se o filme a limitasse a ser apenas mais uma vilã esquecível do Universo Cinematográfico da Marvel, algo que já virou bem comum se você assiste a todos os filmes. Por isso que a gente bota tanta pressão no Thanos, talvez.
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Quem rouba a cena é Chris Hemsworth. Essa é a 6° (sim, contando Doutor Estranho) vez que a gente o vê no papel do personagem, e sabe aquela renovada?! É exatamente isso que o filme deu nele! Há várias cenas onde fica na nossa cara que os atores estão improvisando, assim como já foi dito que “amigo do trabalho” nem tava no roteiro. E ainda nessa de melhores personagens, há um destaque para Benedict Cumberbatch. Mesmo com pouquíssimos minutos em tela, ele arrancou risadas altas da sala. É o Doutor Estranho que eu queria ter visto em seu filme solo.

Agora entre os novos personagens, a Valquíria se destaca de longe. A Tessa Thompson é tão boa, se baseando na divulgação do filme, que tava criando todo um hype em cima da Cate… quem a gente “não viu chegando” foi a excelente performance da Tessa no longa. Já é uma das melhores personagens femininas do MCU, e o filme solo dela com outras personagens tá mais que aprovado.
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“E as piadas, Legado?”… eu me amarrei. Filmes de quadrinhos são sim para serem divertidos, e seja divertido ou não, tem que ser bom. Piada não determina a qualidade, e nem tira o mérito do longa. O estúdio do lado tem uma certa dificuldade de separar as duas coisas (kakaka Esquadrão Suicida), e se Thor: Ragnarok é um filme falho, não é nem um pouco haver com as suas piadas. O que dizer da reação de Loki ao ver o Hulk na arena? Por sinal, a relação entre Thor & Loki tá bem melhor neste longa porque rolou uma liberdade para se fazer piada. Pra você ter noção: até o Thor brincou com o fato dele ser trouxa e sempre confiar no Loki.

O humor debochado do longa acabou beneficiando muito o Tom Hiddleston por sinal, que é debochado dentro dos filmes antes mesmo de rolar essa visão de “Thor comédia”. Quem eu senti falta e quis mais dentro do longa é o Bruce Banner. O Hulk em si tá mais presente no longa do que o Banner. E te falar, mesmo sendo poucas as cenas do Bruce, a sincronia dos dois é perfeita. Mark Ruffalo & Chris Hemsworth parecem bffs de longa data.
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Ainda em comédia, Thor 3 é mais um filme da Marvel Studios que se assume totalmente uma comédia escrachada. O último (e primeiro) que fez isso, na cara dura e sem vergonha de ser feliz foi Homem-Formiga. E assim como em Homem-Formiga, caiu muito bem esse tipo de humor no longa.
O que mais tenho pra falar? Bom, a todo momento dentro do filme eu pensava o quanto a trilha tava foda. Escutem aqui um trecho da trilha principal. Boa, né? Fiquei ainda mais loko no final quando juntaram a trilha do Thor: O Mundo Sombrio + essa nova, tão bom! Excelente trabalho do Mark Mothersbaugh, que também colocou Led Zeppelin dentro do filme! YES! Os efeitos não tem muito o que dizer, a Marvel Studios se supera a cada dia. O trabalho de captura de movimentos do Hulk é extraordinário, e assusta pensar no que eles podem fazer em abril do ano que vem, em Vingadores: Guerra Infinita.
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Thor: Ragnarok é exatamente tudo aquilo que o Legado da Marvel esperou. É um bom filme, que honra o personagem. Peca por sua única ação excelente ser a do começo, e também ser demasiadamente longo. Taika Waititi foi Taika Waititi o filme inteiro, mas sabe onde ele não colocou o seu selo? Pois é, na duração! Seus filmes costumam ser absurdamente curtos, e Thor é o 1° de sua carreira a passar das 2 horas. Faltou um cuidado maior com o ritmo, talvez seja falta de experiência.

Mas não se engane por esses meus contra, Taika Waititi’s Thor: Ragnarok vale o ingresso pra cinema, na maior tela possível. Mais uma diversão e acerto da Marvel Studios. Caso o estúdio continue nessa de fazer apenas trilogias, Thor teve o seu filme bom para se orgulhar. A quem agradecemos por isso? Taika Waititi e Chris Hemsworth! Agora, esperemos que o Vingador mais carismático tenha vida longa!
Nota: 4/5.