Thor derrota Capitão Nascimento e Ragnarok é a melhor estreia de outubro nos cinemas brasileiros

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Thor: Ragnarok já chegou aos cinemas brasileiros quebrando recordes. O filme faturou R$ 26,1 milhões entre quinta e domingo, levando quase 1,5 milhão de pessoas aos cinemas. Assim, o longa estrelado por Chris Hemsworth e Tom Hiddleston se tornou a maior estreia no circuito nacional para o mês de outubro, superando Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro, que chegou às salas nacionais há sete anos. Naquela ocasião, a segunda (e, aparentemente, última) parte da saga do Capitão Nascimento havia faturado R$ 14,8 milhões e levado 1,3 milhão de pessoas aos cinemas, no que foi então a quarta melhor estreia em termos de público no cinema nacional, atrás apenas das aberturas de Homem-Aranha 3, Lua Nova e Homem-Aranha 2.

 

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Claro, as comparações entre Ragnarok e Tropa 2 não são exatas, uma vez que o thriller dirigido por José Padilha chegou numa época  em que os filmes faziam sua estreia às sextas-feiras. Com a mudança do dia de abertura para as quintas-feiras ocorrida em 2014, o terceiro longa do Deus do Trovão ganhou um dia a mais para poder conquistar seu público.

 

 

Ainda assim, este recorde conquistado por Ragnarok não foi exatamente surpreendente – na verdade, já era de se esperar que o longa fosse conquistar uma bilheteria monstruosa no último fim de semana, por uma série de razões. Para começar, o mês de outubro não é exatamente conhecido por trazer muitos blockbusters com enormes bilheterias às salas nacionais. A exceção, claro, é o próprio Tropa 2, porém o décimo mês do ano costuma ser povoado por thrillers para adultos que não conseguem repetir no Brasil o mesmo sucesso que fizeram nos EUA (Perdido em Marte, Garota Exemplar, Gravidade), tolas comédias nacionais (É Fada!, SOS: Mulheres ao Mar 2, Vai que Cola: O Filme, O Candidato Honesto), filmes de terror de qualidade duvidosa (Annabelle, Drácula: A História Não Contada, os infinitos capítulos de Atividade Paranormal) e infantis genéricos (Peter Pan, Trolls). Assim, a chegada de um enorme blockbuster de ação e aventura como Ragnarok ao mercado brasileiro em outubro foi uma novidade não que não era vista em um bom tempo (se é que foi em algum momento).

 

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Além disso, a concorrência também ajudou. Tendo como principais concorrentes o flop Tempestade: Planeta em Fúria, o terror A Morte te dá Parabéns e a comédia infantil Pica-Pau: O Filme, Ragnarok conseguiu superar o número de ingressos do segundo colocado em mais de onze vezes (!). Finalmente, também deve ser acrescentado que a audiência estava sedenta por grande blockbuster, algo que não apareceu nas salas tupiniquins desde Homem-Aranha: De Volta ao Lar, que foi lançado lá em julho.

 

 

Claro, It: A Coisa foi um sucesso gigantesco (tanto que conseguiu deixar Guardiões da Galáxia Vol. 2 comendo poeira no Brasil), mas também foi o único hit em nosso país desde o longa do Cabeça de Teia estrelado por Tom Holland. Desde então, as sequências Transformers: O Último Cavaleiro e Planeta dos Macacos: A Guerra decepcionaram com números menores que os de seus predecessores; longas como A Torre Negra, Kingsman: O Círculo Dourado e Blade Runner 2049 não decolaram; e mesmo possíveis sucessos nacionais como Polícia Federal: A Lei é para Todos e Como se Tornar o Pior Aluno da Escola fracassaram. Assim, foram três meses nos quais o filme de maior sucesso foi um terror sobre um palhaço assassino de crianças, e logo o público correu aos montes de volta para os cinemas assim que mais um filme de super-heróis retornou às salas escuras – uma vantagem que Ragnarok possui sobre Liga da Justiça, aliás.

 

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No quesito público, Ragnarok conseguiu a quinta maior estreia do ano nas salas nacionais, e terceira entre os filmes de super-heróis, perdendo apenas para Logan e o citado De Volta ao Lar, porém à frente de Mulher-Maravilha e Guardiões da Galáxia Vol. 2. Dentro do MCU, o longa também conquistou a sexta maior bilheteria de estreia no Brasil, atrás de Capitão América: Guerra Civil, Vingadores: Era de Ultron, Homem de Ferro 3, Homem-Aranha: De Volta ao Lar e Os Vingadores, mas à frente de outros hits da Marvel, incluindo os dois longas anteriores do estúdio de novembro, Doutor Estranho (1,1 milhão de ingressos no ano passado) e Thor: O Mundo Sombrio (1,2 milhão de ingressos em 2013).

 

 

Por outro lado, o crescimento deste terceiro Thor em relação a seu predecessor imediato no Brasil foi o menor do que os registrados pelo Homem de Ferro e Capitão América. Enquanto Tony Stark e Steve Rogers experimentaram um crescimento de 120% e 140% entre os fins de semana de estreia de seus respectivos segundos e terceiros filmes, o do Thor foi de comparativamente magros 22,4%.

 

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Mesmo assim, seria injusto exigir que Ragnarok alcançasse a mesma bilheteria de Homem de Ferro 3 e Guerra Civil, as maiores bilheterias da Marvel afora os dois Vingadores, seja nos EUA, no Brasil ou no mundo. Além disso, apesar de ser considerado o “pior filme do MCU”, O Mundo Sombrio alcançou no Brasil um sucesso bastante considerável. Afinal, não apenas o longa dirigido por Alan Taylor levou mais pessoas aos cinemas que Homem de Ferro 2 e Capitão América 2: O Soldado Invernal, como também é até hoje o sexto filme mais visto do MCU em nosso país. Sim, você pode até não gostar, mas o fato é que o segundo Thor é a maior “parte 2” da Marvel (afora Era de Ultron, que opera em outro nível) no Brasil, e aliás, diferentemente do que houve ao redor do globo, foi o maior sucesso do final de 2013 e início de 2014 por aqui, superando Jogos Vorazes: Em Chamas, O Hobbit: A Desolação de Smaug e Frozen: Uma Aventura Congelante.

 

 

Assim, a missão de Ragnarok de superar seu antecessor pode até ser mais difícil – porém não impossível. Tudo vai depender de como ele irá se segurar nas semanas seguintes. Caso o filme desempenhe de forma similar a Doutor Estranho e O Mundo Sombrio, irá terminar sua carreira com pouco mais de 6 milhões de ingressos vendidos, cerca de 1 milhão a mais que o segundo filme do Deus do Trovão – embora ainda abaixo de Logan, De Volta ao Lar e o atual maior sucesso do ano entre os filmes de heróis no Brasil, Mulher-Maravilha. Caso se segure um pouco melhor (o que é bem possível, considerando o feriado na próxima quinta e a falta de concorrentes relevantes até a estreia de Liga) Ragnarok poderá encerrar seu período nos cinemas com 6,7 milhões de ingressos vendidos, tomando como base o desempenho de Homem de Ferro. Mas nós teremos uma visão mais clara com o passar das semanas.

 

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Enquanto isso, fique com as bilheterias do cinema nacional do último fim de semana:

 

Bilheteria Brasil de 26/10/17 a 29/10/17:

 

Filme Semanas em cartaz Renda na semana (em R$) Público na semana Renda acumulada (em R$) Público acumulado
1- Thor: Ragnarok 1 26.169.740 1.490.434 26.169.740 1.490.434
2- Tempestade: Planeta em Fúria 2 2.202.991 128.322 9.503.344 565.903
3- A Morte te dá Parabéns 3 1.061.627 68.122 12.075.413 880.463
4- Pica-Pau: O Filme 4 1.006.541 70.430 18.736.643 1.433.721
5- As Aventuras do Capitão Cueca: O Filme 3 657.301 43.074 7.121.969 457.892
6- Além da Morte 2 574.642 37.567 2.624.659 190.998
7- Blade Runner 2049 4 518.132 24.245 16.207.494 851.184
8- Como se Tornar o Pior Aluno da Escola 3 479.729 31.147 5.431.597 389.066
9- Missão Cegonha 1 417.972 26.999 417.972 26.999
10- Mark Felt: O Homem que Derrubou a Casa Branca 1 275.115 11.714 275.115 11.714

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