Homem-Aranha: O que falta para o Venom funcionar no MCU
Uma análise sobre por que o Venom só funciona no MCU se tiver tempo, consequências e um arco construído com paciência

Recentemente, falamos sobre a possivel chegada do Venom ao MCU aqui.
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No entanto, existe uma diferença enorme entre incluir o Venom no MCU e fazer o Venom funcionar dentro dele. E essa diferença passa por algo que o universo compartilhado tem perdido com o tempo: paciência narrativa.
O arco do Traje Preto e o Nascimento do Venom não são eventos pontuais. Eles são processos. Processos emocionais, psicológicos e morais que exigem tempo, espaço e consequências reais.
Quando comprimidos em uma única obra, perdem força. Quando apressados, viram apenas mais um vilão descartável.
E o histórico prova isso. Sendo assim, peguem suas pipocas, coloquem suas músicas de fundo (recomendo esse álbum aqui) e venham comigo porque eu preparei um artigo (ou um desabafo de um fã cansado) gigante pra vocês.
1/13 – Tempo, peso emocional e os erros que não podem se repetir
O maior erro cometido até hoje em adaptações live-action e em jogos do Venom foi tratar o personagem como um “vilão que aparece pronto”.
Em Homem-Aranha 3, de Sam Raimi, tudo acontece rápido demais: Peter encontra o simbionte, é influenciado por ele, o rejeita, enfrenta Eddie Brock como Venom e encerra o conflito, tudo dentro do mesmo filme.
O resultado é um arco sem impacto emocional real e oco.
Eu poderia ter escrito um parágrafo dedicado a trilogia de “”“filmes””” do Venom, mas a substância que se pode extrair daquilo é tão ínfima e todos os personagens são tão desprezíveis que reclamar mais sobre seria chutar cachorro morto.
Então, façamos uma trégua benéfica para mim e vocês fãs e leitores: Vamos fingir que nada daquilo aconteceu.
Retomando, o ponto principal é: Venom não é apenas um inimigo físico. Ele é a consequência direta das escolhas do Peter Parker.
Contudo, para isso funcionar, o público precisa acompanhar a deterioração emocional do Peter, sentir o desgaste, perceber as pequenas mudanças de comportamento antes da queda completa.
Esse arco precisa ser construído antes do Venom existir.
2/13 – O Traje Preto como espelho, não como corrupção
Um ponto fundamental — e frequentemente mal interpretado — é a natureza do simbionte.
Ele não cria uma personalidade nova no Peter Parker. Ele não o transforma em alguém que ele não é. O simbionte amplifica tudo o que já existe. Tudo de bom, tudo de ruim.
Raiva reprimida. Frustração. Impulsividade. Orgulho. Desejo por controle. Vingança.
A melhor adaptação desse conceito não está no cinema, mas na animação O Espetacular Homem-Aranha.
Ali, o Traje Preto surge em um momento específico da vida do Peter, quando tudo ao redor dele está desmoronando. Relações pessoais com amigos, a saúde da Tia May, responsabilidades, insegurança financeira, frustrações acumuladas.
O traje não inventa esses conflitos — ele apenas dá vazão a eles.
Essa distinção é essencial porque define quem o Venom será no futuro. O simbionte não é inerentemente bom ou mau. Ele responde ao emocional do hospedeiro e o Peter é o primeiro hospedeiro humano que o simbionte tem.
Então, para o simbionte, o Peter é tudo o que ele conhece sobre ser humano, todos os sentimentos, frustrações, desejos.
E isso muda completamente a leitura do personagem quando ele deixa de ser vilão e caminha para o anti-heroísmo.
3/13 – A Libertação
Além disso, a grande cereja do bolo e o que consolida essa como a melhor adaptação do arco do Traje Preto, é o episódio em que Peter fica preso dentro do casulo simbionte, na igreja.
Ali, a série abandona qualquer conflito físico e aposta em algo muito mais poderoso: uma batalha interna.
O simbionte passa a representar tudo aquilo que Peter vinha reprimindo: seus impulsos, sua raiva, seu ego ferido, sua obsessão por controle.
É como se o traje desse voz ao lado mais instintivo e impulsivo do personagem, aquele que só quer agir, reagir e dominar, sem pensar nas consequências.
Nesse momento, Peter está completamente desequilibrado. Ele já vinha cedendo pouco a pouco a esses impulsos ao longo do arco, e agora está afundado neles.
O simbionte não o controla à força, apenas reflete e amplifica o estado emocional em que Peter já se encontra.
O contraponto vem de forma simbólica e extremamente sensível: a presença do Tio Ben.
Ele surge como a manifestação do lado racional, ético e consciente do Peter. É a lembrança do que ele é, do que ele acredita e do tipo de pessoa que escolheu ser.
Vou nem falar mais nada, revejam aqui esse momento espetacular:
Assim, o conflito se resolve não com força bruta, mas com consciência.
O Homem-Aranha vence não porque é mais forte, mas porque consegue se reconectar com seus valores, memórias, sair do vazio emocional em que se colocou e retomar o controle de si mesmo.
É uma vitória psicológica e emocional, simples de entender, profundamente humana e incrivelmente bem executada, que eleva esse momento ao topo como a melhor adaptação do arco do Traje Preto já feita, disparado.
4/13 – Quando o Traje Preto cobra seu preço (e o Venom começa a nascer)
Enquanto utiliza o traje preto, Peter precisa ser levado a um nível de estresse, raiva e exaustão emocional tão extremo que ele começa a destruir, um a um, os pilares da própria vida.
Relações pessoais se deterioram, decisões impulsivas se acumulam e sua postura como herói passa a gerar desconforto real, não apenas para quem está ao seu redor, mas também para outros heróis.
É nesse ponto que a situação se torna grave o suficiente para chamar a atenção de outros heróis.
Uma intervenção se torna inevitável. Um confronto com alguém como o Demolidor não só faz sentido narrativamente, como é essencial para mostrar o quão longe Peter foi.
Mas o mais importante: Peter vence. Ele derrota alguém experiente, treinado e moralmente firme, não por estar certo, mas por estar mais agressivo, mais rápido e disposto a ir além do limite.
Pouco depois, ao enfrentar um vilão comum, daqueles que normalmente não representariam grande ameaça, Peter chega perigosamente perto de cruzar a linha definitiva, e por um motivo bobo, sem relação com o vilão em si.
Ele não apenas derrota o inimigo, ele quase o mata.
É nesse instante que o alerta interno finalmente dispara. Não é mais sobre força, nem sobre eficiência. É sobre quem ele está se tornando.
Esse é o ponto de virada. A partir dali, a batalha deixa de ser externa e se torna interna. Peter entende que precisa enfrentar o simbionte, e a si mesmo, antes que seja tarde demais.
O conflito final não seria contra um vilão externo, mas contra ele mesmo. A clássica cena da igreja marcaria o rompimento definitivo. O simbionte rejeitado encontraria Eddie Brock. Fim do Quinto Filme.
5/13 – Amor, rejeição e o nascimento do ódio
Um dos aspectos mais importantes — e frequentemente ignorados — do arco do Traje Preto é que o simbionte não era apenas uma ferramenta.
Ele amava o Peter.
Tanto nos quadrinhos quanto em O Espetacular Homem-Aranha, a separação entre os dois não acontece apenas no plano físico, mas no emocional.
Do ponto de vista do simbionte, tudo o que foi feito tinha um único objetivo: ajudar Peter.
Ele ofereceu mais força, mais resistência, mais foco, mais controle. Ele se moldou aos desejos do hospedeiro, potencializou suas vontades e acreditou, genuinamente, que estava fazendo o melhor por ele.
E é aí que tudo se quebra.
Quando Peter rejeita o simbionte, o que sobra não é só a dor do abandono, mas o sentimento profundo de traição.
O simbionte acreditava que estava sendo um parceiro, quase uma extensão emocional do Peter, e de repente é descartado como algo tóxico, indesejável, monstruoso e perigoso.
Para ele, não houve diálogo, não houve compreensão, apenas rejeição.
Esse detalhe muda completamente a natureza do Venom.
Ele não nasce do desejo de conquistar o mundo, de obter poder absoluto ou de impor sua vontade sobre os outros.
Venom nasce de uma ferida aberta, íntima e profundamente pessoal. Ele não odeia a cidade, não odeia os heróis, não odeia a humanidade. Ele odeia Peter Parker.
E para que essa transformação funcione de verdade, o novo hospedeiro precisa refletir esse mesmo sentimento.
Eddie Brock não é escolhido por acaso. Ele precisa carregar a mesma sensação de injustiça, de perda e de traição. Alguém que também acreditou ter dado tudo e, no fim, foi deixado para trás.
É nesse ponto que Venom deixa de ser apenas um vilão fisicamente poderoso e se torna algo muito mais perigoso: uma entidade movida por dor, ressentimento e um amor distorcido que se transformou em ódio.
6/13 – Eddie Brock não é aleatório, ele é o espelho quebrado
Eddie Brock não pode surgir na história como um desconhecido oportunista que simplesmente “deu azar” de cruzar o caminho do simbionte.
Para que Venom funcione de verdade, Eddie precisa ser alguém emocionalmente ligado ao Peter. Um amigo. Um aliado. Alguém que acreditava nele.
A abordagem mais forte é introduzir Eddie bem antes do Venom existir. Um colega de faculdade, talvez um parceiro de projetos, alguém que admire o Peter pela inteligência, pela ética e até pela sensibilidade.
Um daqueles vínculos construídos na rotina: estudos, conversas, confidências, apoio mútuo. Eddie confia no Peter e, de certa forma, depende dele.
O problema não surge por maldade direta, mas por desgaste.
7/13 – Eddie Brock e o preço do ego de Peter
Com o traje preto, a vida de Peter se torna ainda mais caótica. Ele chega atrasado, some sem explicação, quebra promessas, falha em momentos importantes.
Não porque queira ferir Eddie, mas porque está cada vez mais autocentrado, impulsivo e emocionalmente negligente.
O simbionte não cria esse egoísmo, mas o amplifica. Peter começa a priorizar sua própria sensação de poder, eficiência e controle, enquanto deixa de perceber o impacto real de suas escolhas sobre quem está ao seu redor.
Em algum ponto, isso cobra um preço.
Um erro, uma omissão, uma decisão tomada no impulso, talvez um projeto sabotado sem intenção, uma oportunidade perdida, uma situação em que Peter poderia ter ajudado, mas escolheu não se envolver.
Para Eddie, não parece descuido. Parece traição. Ele sente que confiou, que se dedicou, que esteve presente, enquanto Peter simplesmente seguiu em frente.
E é aí que a fissura se abre.
Quando Eddie perde tudo, ele não enxerga o caos na vida de Peter, nem a influência do traje. Ele enxerga alguém que o abandonou quando mais precisava.
Alguém que cresceu enquanto ele afundava. O ressentimento nasce não do ódio imediato, mas da dor acumulada, da sensação de injustiça e do sentimento de ter sido descartado.
Assim, quando o simbionte encontra Eddie, a conexão não se dá pela força ou pela ambição. Ela se dá pela dor compartilhada. Ambos foram rejeitados pelo mesmo homem. Ambos acreditam ter sido usados e deixados para trás.
Venom, então, deixa de ser uma ameaça genérica à cidade e se transforma em algo muito mais perturbador: um perseguidor pessoal.
Um reflexo quebrado do Homem-Aranha. Alguém que conhece Peter não apenas como herói, mas como pessoa, e que quer fazê-lo sentir exatamente o vazio que causou.
8/13 – O Nascimento de Venom
Após a separação, a narrativa muda de tom. Agora, quando Peter se aproxima de crimes de rua ou “vilões da semana”, algo começa a parecer errado. Ao chegar às cenas, ele percebe que alguém já esteve ali antes.
O local está destruído. Corpos jogados. Paredes marcadas de sangue.
E, principalmente, rastros inconfundíveis: teias pretas, distorcidas, quase agressivas. Não é apenas violência, é uma mensagem. Uma mensagem pessoal.
Venom começa a se manifestar como uma presença constante e opressiva. Ele não surge imediatamente como uma ameaça pública, mas como um pesadelo particular do Peter Parker.
Ele aparece, some, observa. Quando finalmente ataca, não é só fisicamente, ele espanca o Homem-Aranha e, ao mesmo tempo, começa a desmontar sua vida fora do traje.
Venom passa a perseguir Peter em todos os níveis: profissional, acadêmico, pessoal e heroico.
Ele coloca em risco as pessoas que Peter ama, não por estratégia ou dominação, mas por prazer. Por vingança. Por querer que Peter sinta exatamente a mesma dor, abandono e desespero que ele próprio sentiu.
Essa fase é fundamental para estabelecer Venom não como uma ameaça global ou cósmica, mas como algo muito mais íntimo e perturbador: um inimigo que conhece Peter melhor do que ninguém e quer destruí-lo emocionalmente antes mesmo de derrotá-lo fisicamente.
Ao final do confronto, Peter consegue vencer Venom, não sem custo, não sem perdas, e Eddie Brock acaba preso.
Mas é importante deixar claro: essa vitória não encerra nada. Ela apenas conclui a apresentação do Venom como vilão.
9/13 – Visual, brutalidade e identidade
Visualmente, o Traje Preto precisa evoluir em paralelo direto com o estado emocional e psicológico do Peter.
No início, ele ainda pode parecer apenas uma variação estética do uniforme clássico: o mesmo design, com leves mudanças no simbolo, a mesma silhueta, apenas envolto em preto, como se fosse apenas uma “versão alternativa” do herói que conhecemos.
Mas essa aparência não pode permanecer estática.
À medida que Peter se entrega mais à agressividade, à impulsividade e à sensação de poder, o traje também começa a mudar. As linhas começam a desvanecer no preto.
O tecido deixa de parecer um uniforme e passa a lembrar algo vivo e fluido (igual a versão dos jogos)
O símbolo da aranha no peito, inicialmente fiel ao desenho do traje, começa a se deformar aos poucos, alongando as pernas, engrossando os traços, ocupando mais espaço no corpo e se transformando no símbolo clássico das HQs
Esse detalhe é fundamental.
A aranha deixa de ser apenas um símbolo de identidade heroica e passa a funcionar como uma marca de posse.
Quanto maior, mais invasivo e mais dominante o símbolo se torna, mais clara fica a ideia de que o simbionte não está apenas “ajudando” Peter, ele está se fixando, se espalhando, tomando território.
O corpo do Peter passa a parecer menos dele.
Essa evolução visual deve transmitir a sensação de aprisionamento: o traje não é mais algo que Peter veste, mas algo que o envolve, o aperta e o define.
Um “proto-Venom” começa a surgir ali. Ainda sem dentes, sem língua, sem a forma monstruosa completa, mas já carregando a ameaça latente do que está por vir.
10/13 – História através do Design
Quando o Venom finalmente surge por completo, essa transição precisa fazer sentido imediato. O público deve olhar para ele e pensar: “isso já estava ali”.
O símbolo clássico no peito não é apenas um aceno aos quadrinhos, ele representa a consolidação e o estágio final dessa identidade.
A aranha deixa de ser o símbolo do herói e passa a ser o emblema da prisão que o simbionte impõe ao hospedeiro.
E Venom precisa ser apresentado como isso: perigoso, brutal, imprevisível. Alguém que não apenas vence lutas, mas as encerra de forma definitiva.
Inclusive matando vilões menores, de classe baixa, para deixar claro que essa criatura não respeita códigos, limites ou moralidades, e que, pior ainda, dadas as similaridades de poderes, pode inclusive tentar incriminar o Homem-Aranha por esses atos.
O símbolo no peito, nesse ponto, deixa de ser só identidade visual. Ele se torna uma cicatriz narrativa: a prova de que aquele poder nasceu do Peter… mas agora existe para destruir ele e aqueles que o rodeiam.
11/13 – Som, trilha sonora e atmosfera: a vilania precisa ser ouvida
Por último, mas definitivamente não menos importante, se estamos falando de impacto visual, precisamos obrigatoriamente falar de impacto sonoro (piada é horrivelmente intencional).
Venom não pode ser apenas visto como uma ameaça, ele precisa ser sentido. E isso passa, de forma decisiva, pela trilha sonora e pelo design de som que o acompanham.
Para que o Venom funcione plenamente, ele precisa ter uma identidade musical própria, forte e imediatamente reconhecível.
Um tema que inspire medo, desconforto e tensão, que faça o espectador se sentir inseguro mesmo quando o personagem não está em cena.
A simples possibilidade de sua presença precisa “pesar” no ambiente, criando uma atmosfera opressiva que antecede o confronto físico.
Nesse ponto, o contraste é essencial. O Venom não é apenas um vilão qualquer, ele é o oposto conceitual do Homem-Aranha.
Se o tema do Peter é leve, heroico, inspirador e até acolhedor, o do Venom precisa ir na direção contrária: dissonante, ameaçador, quase sufocante.
Não algo grandioso no sentido épico, mas algo que soe errado, desconfortável, como se a música estivesse sempre à beira de perder o controle.
Idealmente, esse tema deve funcionar até na ausência do personagem. Um ruído distante, uma variação musical sutil, um padrão sonoro que indique que algo está errado antes mesmo de Venom aparecer.
A ameaça não precisa estar visível, ela precisa ser ouvida.
12/13 – Segurança garantida
Felizmente, se tudo der certo e Michael Giacchino permanecer como compositor, estamos em mãos extremamente competentes.
Giacchino já provou inúmeras vezes que sabe trabalhar com contraste temático, identidade musical forte, subtexto emocional e medo.
Quer a prova do que eu tô falando? Escuta o tema de The Batman, composto por ele, e me diga se o Tema do Batman te deixa seguro e firme, ou se transmite medo, intensidade e tensão.
Um Venom bem construído sonoramente não apenas completa o personagem, mas o fixa no imaginário coletivo como algo verdadeiramente perigoso.
Porque, no fim das contas, grandes vilões não são apenas lembrados pela forma como lutam, mas pela forma como fazem o mundo ao redor deles soar diferente.
13/13 – Um arco que exige respeito e paciência
O Venom não é um personagem para introdução apressada. Ele é resultado de escolhas acumuladas, erros morais e consequências emocionais.
Tratá-lo como “mais um vilão” seria desperdiçar um dos arcos mais ricos da história da Marvel e, se a Sony deseja mesmo inserir o vilão no MCU com filmes solo, por que não fazer direito?
Essa abordagem não é sobre nostalgia ou purismo, inclusive o conceito do Simbionte influenciar negativamente o Homem Aranha sequer surgiu dos quadrinhos, surgiu na animação dos Anos 90.
Mas aqui, é sobre funcionar dramaticamente.
E vale reforçar: tudo isso diz respeito apenas à apresentação do Venom como vilão. O arco de redenção, o anti-herói, o “protetor letal”, isso vem depois.
Em outra fase. Em outra história e em outro artigo porque esse já ficou gigante.
Porque, para o Venom funcionar de verdade, o MCU precisa, antes de tudo, aprender a respirar.
E aí, você concorda que o Venom só funciona quando é tratado como uma tragédia pessoal, e não apenas como mais um vilão da vez?
Conta pra gente nos comentários o que você espera dessa adaptação no MCU e segue acompanhando o Legado da Marvel pra mais análises profundas, teorias e discussões que vão além da superfície dos filmes.